segunda-feira, dezembro 30, 2013

Porque ele pode!


Final de mais um emocionante jogo da Premier League. O Chelsea, de José Mourinho, acabara de derrotar o Liverpool por 2-1, em Stamford Bridge. Seguiam-se as habituais flash-interview de análise ao encontro e como convidados os jogadores David Luiz e Eden Hazard, do Chelsea. Tudo normal não fosse o treinador português interromper inesperadamente a conversa, monopolizar o microfone, abraçar os dois jogadores e abandonar o local a sorrir.
E Mourinho apenas entrou em cena para num tom de brincadeira acrescentar que David Luiz tinha visto o cartão amarelo, propositadamente, para estar castigado no próximo encontro da Premier League e assim poder viajar para Portugal e aproveitar o final do ano. Nada que certamente não estivesse já previsto, assim como, e apesar da descontracção do momento, não tivesse também um propósito.
Primeiro José Mourinho interrompeu a flash-interview porque ele pode. Atingiu um patamar em que pode fazer tudo o que quiser, dizer o que muito bem lhe apetecer. Em matéria de futebol, e no caso particular dos treinadores, Mourinho está entre a elite, entre aqueles que são considerados os melhores do mundo. Tem prestígio, tem resultados, títulos e não tem mais nada a provar a ninguém.
Depois, o treinador português aproveitou o momento de vitória para descomprimir. Dar uma força extra aos seus jogadores, espalhar o bom ambiente e tornar-se ainda mais próximo do plantel. Com atitudes como esta se ganha um balneário, criando um clima favorável à conquista de mais vitórias. Nem todos se podem dar ao luxo de ser como José Mourinho. Cada um nasce para o que nasce. Tem mais jeito para determinada tarefa ou uma natural propensão para ser bem sucedido numa área concreta. Como uma espécie de chamamento, se preferirem algo tão simples e inato como respirar. Tudo acontece e resulta de forma perfeita. Sem esforço.
Como escreveu um dia Charles Bukovski sobre os escritores, mas que pode também ser aplicado a tantas outras paixões: «[…] quando chegar mesmo a altura, e se foste escolhido, vai acontecer por si só e continuará a acontecer até que tu morras ou morra em ti. Não há outra alternativa. E nunca houve.». Existem os predestinados que estarão sempre num patamar acima dos demais. A esses tudo lhes é permitido. Pela irreverência, pela coragem, pelo corte com o convencional.

Então queres ser um escritor?

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.
se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.
se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.
não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.
quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.
não há outra alternativa.
e nunca houve.

Charles Bukovski

terça-feira, dezembro 24, 2013

A tradição é...

Um dos anúncios que passava na televisão há uns anos atrás abordava a temática da tradição. Dava alguns exemplos do que era a tradição para terminar a concluir que a tradição já não é o que era. E de facto, espreitando o Natal, a tradição está a diluir-se. Melhor, criam-se novos hábitos que vão matando algumas tradições. Transformando-se noutras. Confusos?

Há não muito tempo atrás, as compras natalícias faziam-se no comércio de proximidade. Na loja do amigo ou familiar bem no final da rua. Com o embrulho cuidadosamente elaborado, o laçarote a condizer, um pouco de fita-cola a segurar e era como se ali estivesse o melhor presente da década. Nos dias que correm os presentes são comprados em centros comerciais apinhados de gente, onde impingem um qualquer produto massificado que colocam dentro de sacos de papel e fecham com agrafos.

No Natal já existiu a tradição das pessoas escreverem umas às outras. Escolhendo postais, pensando em palavras dedicadas única e exclusivamente para determinada pessoa. Escritas com a caligrafia, bonita ou feia, do remetente. Agora criam-se mensagens padrão, aproveitadas de alguém que enviou e adicionam-se destinatários, aos molhos, com o intuito de se desejar um Feliz Natal e um Novo Ano repleto de sucessos. Por outras palavras, por mensagem escrita no telemóvel, por e-mail.

O Natal é a altura de juntar toda a família e trocar presentes ao bater da meia-noite. Mas também isso se vai substituindo, perdendo significado na medida dos anos que avançam. Até pelas pessoas anteriormente presentes e agora apenas em espírito. Os tempos mudam quase sem dar oportunidade de perceber que já não há volta atrás. Não existe uma forma de repetir o que passou. Somente relembrar.

A tradição é o ritual adoptado. Vem dos avós, dos pais e passa divergindo, ganhando novas fórmulas, novas interpretações, novas vivências. Na verdade, a tradição já não é o que era. Crescem novas tradições e o Natal não está a salvo dessa eventualidade. Muito provavelmente as tradições que levamos connosco vão morrendo aos poucos. E nada passa incólume aos anos tatuados no corpo.

terça-feira, dezembro 03, 2013

Para sempre

«Maybe I will never be
All the things that I want to be
But now is not the time to cry
Now's the time to find out why
I think you're the same as me
We see things they'll never see
You and I are gonna live forever»

 

domingo, dezembro 01, 2013

Afinal

Afinal, são poucas as palavras
que nos doem de verdade, e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
E são também muito poucas as pessoas
que nos fazem bater o coração, e menos
ainda as que nos tocam por muito tempo.
Afinal, são pouquíssimas as coisas
que na verdade importam nesta vida:
poder amar alguém e ser amado
e não morrer depois dos nossos filhos.

Amalia Bautista

sábado, novembro 30, 2013

quote

«Em cada oportunidade que o destino conceda, entre um beijo demorado e a tranquilidade de um abraço, devemos aproximar-nos devagarinho do ouvido, dizendo bem baixinho, numa só palavra, tudo o que o coração sente mas não consegue falar.»

 

domingo, novembro 17, 2013

Sorriso

Fugaz.

domingo, outubro 13, 2013

S

Se um dia encontrar
Incompreensão numa luz sem fim
Na pele com o toque a deixar
Tão delicada tal qual flor de jasmim.
Onde quer que a caminhada te leve
Na volta trazida uma harmonia
Indagando tudo aquilo que escreve
A palavra chama-se por sintonia.

quinta-feira, outubro 10, 2013

Excerto II


Excerto I


segunda-feira, setembro 30, 2013

Home

Onde é o sítio a que chamamos casa? Pode não ter um tecto e quatro paredes, portas, janelas, entrada, uma saída. Esse sítio é onde nos conseguimos encontrar. Em que não sentimos o respirar de tão tranquilo, sereno, sussurrado apenas. Basta pousar a cabeça, sentir o aconchego e desfrutar do momento que perdura no tempo. Como se o mundo de repente estivesse parado e não existisse mais vida para além daquela. Como a mão que se encontra, o cabelo no suave toque dos dedos perdidos. O cheiro da pele tão característico, inesquecível. Casa pode ser um colo de alguém, um abraço apertado, uma cama numa noite única. Casa. O anseio de chegar todos os dias. E estares lá tu. Só tu.

Remember

...


...



Deixa-me tecer a malha do meu encanto,
Respirar paixão até à embriaguez,
Sugar as nódoas tatuadas no percurso,
Expulsar medos e perder-me na efémera felicidade…

terça-feira, agosto 27, 2013

Adeus e Até Já


quinta-feira, agosto 22, 2013

Genial

Hoje há algo que têm mesmo de fazer. Ver o tributo do Google ao compositor francês Claude Debussy.


sexta-feira, agosto 16, 2013

...

"Os dias bons não são os que ficam para lembrança. São aqueles que se esquecem, porque se repetem na mais estúpida felicidade mas que, todos juntos, servirão para um dia eu poder dizer «sim, eu já fui feliz»." 

M.S.T.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Para ver

Aqui fica o vídeo da reportagem do jovem pastor do último post:

Pastor aos 10 anos

Sonhos

Vi durante a hora de almoço uma reportagem no Primeiro Jornal da SIC sobre um pastor de 10 anos de Mondim de Basto. Não consegui ficar indiferente porque achei muita graça à história e ao seu protagonista. Para além das peripécias naturais destas histórias, retive algumas informações que não deixam de ter a sua piada.

Na reportagem contava-se que o jovem pastor tinha dois sonhos: ir à praia e visitar um centro comercial. E quando o jornalista lhe perguntou o que esperava encontrar na praia respondeu "muita areia, muita água e muita gente" enquanto no centro comercial estava à espera de ver "muita roupa e muitos brinquedos". Aos olhos e ouvidos de muitos jovens tudo isto soa a trivialidade e a tendência natural é sentir pena.

Acontece que este jovem pastor de 10 anos sai todos os dias das férias de manhã cedo de casa para levar 120 cabras para a serra e tomar conta delas durante o dia. E trazê-las de volta ao ponto de partida, sãs e salvas. Para além disso, apesar do parco apoio em casa, esta criança consegue ter sucesso na escola e até se dá ao luxo de fazer tabuadas enquanto vigia as cabras.

Eu já fui à praia vezes sem conta e quanto a centros comerciais, tento até evitar demasiadas visitas. Facilmente este jovem pastor cumprirá estes sonhos e alcançará outros que neste momento nem sequer estão nas suas perspectivas mais imediatas. E a questão, quando pensei nela, é que eu nunca serei capaz de levar uma única cabra para a serra (quanto mais 120!) e não a perder. Muito menos trazê-la de volta. Isto já para não falar que concerteza me perderia irremediavelmente na serra e não conseguiria voltar a casa.

Ele só tem 10 anos e consegue coisas que eu nunca conseguirei. 

quinta-feira, agosto 08, 2013

quote II

«O homem: um deus, quando sonha, e apenas um mendigo, quando pensa»

Holderlin

quote

«Não posso manter um registo da minha vida pelas minhas acções; o destino colocou-as demasiado baixo; mantenho-o pelas minhas fantasias»  

Montaigne

terça-feira, agosto 06, 2013

...

domingo, agosto 04, 2013

O próximo

«Tenho o feiticismo dos nomes, e o teu enleva-me e enlouquece-me. Rigoberto! É viril, é elegante, é brônzeo, é italiano. Quando o pronuncio, em voz baixa, corre-me uma cobrazinha pelas costas e gelam-se-me os calcanhares rosados que Deus (ou, se preferes, a Natureza, descrente) me deu. Rigoberto! Ridente cascata de águas transparentes. Rigoberto! Amarela alegria de pintassilgo a celebrar o sol. Onde estiveres, estou eu. Quietinha e apaixonada, eu aí.» 


Mario Vargas Llosa em "Os Cadernos de Dom Rigoberto"

"Um mundo de erotismo, sensualidade, desejo e paixão, transporta o leitor para todo um universo de sonho ousado e arrojado, criado pela imaginação fértil de um reservado corretor de seguros. Um livro que é a apologia perfeita do amor em estado puro."

O meu próximo livro.


Azul cinza

Talvez um dia consiga perceber porque só um céu azul consegue ser inspirador e não pode um cinzento com nuvens ser capaz de despertar todos os dotes. Tudo o que mais existe nos raios de sol com o fundo azul encontra na chuva ao de leve uma visão igualmente romântica. Nem seja pela melancolia interior que habita em cada ser e não nas contingências dos dias. Igual. Ou não fosse o coração pleno de um poder indiferente ao que rodeia, vivendo do interior que o preenche. Céu azul ou cinza.

Escrita

A escrita é a minha praia. Com marés revoltas de inspiração e águas calmas de ondas límpidas em folhas brancas. Um deserto de ideias em pequenos grãos juntos de areia, extenso, a perder de vista. A onda que bate e morre no areal de palavras indefinidas. O calor das palavras sentidas, reunidas, por vezes fingidas, noutras simplesmente perdidas ao vento. Enfim, o sol dos dias de Verão intensos. Ou as noites negras das estrelas onde se escondem todos os monstros e demónios.

Quote

"O amor não é fácil em nenhuma idade e dói tanto ceder-lhe como fugir-lhe. Mas o amor é o que há, e eu estou velho para morrer sozinho"


In Debaixo de Algum Céu

domingo, julho 28, 2013

Para ouvir

Domingo...descanso...música...

Frase

«O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz...»

sábado, julho 27, 2013

O mundo é pequeno

Pode parecer que não, mas o mundo é um lugar muito pequeno. Para além de estranho. Como se fossemos todos vizinhos num pequenito bairro de uma qualquer povoação. Muito para além do simples facto de encontrarmos uma cara conhecida no ponto mais improvável do Globo.


Já consegui comprar uma t-shirt em Amesterdão fabricada em Braga. Assim como calçado de uma marca espanhola, numa loja de Lisboa, fabricado em Portugal. Ou ainda uma peça de roupa comprada em Lisboa e fabricada em Ribeirão. Também para não falar de um tecido adquirido por balúrdios no estrangeiro e que quando o comprador descobriu, o dito cujo tinha sido produzido na sua própria fábrica no concelho de Famalicão. Bem, mas neste caso eu não fui o comprador.

Isto da globalização é assustador. Para além de estranho e pequeno. Assustador.

quarta-feira, julho 24, 2013

Sol e Lua / Dia e Noite

Entre o Sol e a Lua, o Dia e a Noite. Escolho a Lua. Mais misteriosa e que fico a observar durante a noite. O Sol não se deixa observar. Escolho a Noite. Porque me inspira. É romântica, aconchegante, silenciosa, guardada em si. 

terça-feira, julho 23, 2013

Palavra

Vamos flanar?

Anjos e demónios

Todos os anjos são afinal demónios vestidos sob uma capa branca e um par de asas para voar. Em voos altos ou rasantes, consoante o tamanho da batida de cada asa.

Exposição

Ontem. Joana Vasconcelos. Palácio da Ajuda. Lisboa.

segunda-feira, julho 22, 2013

Link

Se o amor é fodido, a paixão é do caralho

Frase

"Talvez as vozes lhes sobrevivam e se propaguem para sempre, como a luz de uma estrela que já morreu."

In Debaixo de Algum Céu

O cheiro

O cheiro pode dizer muito de uma pessoa. Se está suja, limpa, lavada, fresca, com cheiro esquisito. Que se nota, como se estivesse perto mesmo a milhas de distância, influenciando a nossa atitude perante o cheiro, o portador. Também é possível pedir um cheiro emprestado. Designado por perfume e que mesmo não sendo um odor natural do corpo revela muito da pessoa que o usa. Se não for mais, o gosto de quem o transporta.


Acabamos por guardar os diferentes cheiros que se cruzam com os nossos narizes. Fazemos associações de que aquele determinado cheiro pertence àquela pessoa em particular. Os sítios também têm o seu cheiro característico. O cobertor, a roupa, a praia, a maresia, a terra molhada pelas gotas de chuva lentas após um longo período de seca.

Muitos cheiros reconhecemos instantaneamente. Fazemos a ligação, identificamos. Sem precisarmos de ter connosco um pequeno frasquinho e a amostra em forma de liquido do cheiro que gostamos. Embora dê jeito para encostarmos o nariz, aspirar ligeiramente, devagar a saborear, e viajarmos até onde o cheiro nos leva. Mesmo sendo impossível de o esquecer.

domingo, julho 21, 2013

Gatos

Já escrevi sobre este gato. Sobre a boa vida dos gatos.


Debaixo do céu

"Quando alguém conta um dia ou uma vida está a calar quase tudo, as vidas são imensas e não se podem contar só por palavras. Haveria que inventar artes de encher silêncio e de descobrir nele o peso do que somos. O que se é só se pode encontrar no que não é dito, nas culpas deixadas dentro, nos castigos que se vão escolhendo.

Oito dias são pouco tempo na vida de uma pessoa, mas nascer é só um dia e morrer também. Há alguns maiores e outros que nada importam, há semanas grandes como anos e horas infinitas, o tempo de uma vida é descontínuo e assimétrico.
Quem sobreviver aos dias lembrar-se-á deles. Com choro ou com a alegria toda de se ver são. Quem são se encontre, quem lhes tenha resistido sendo ainda quem foi."

In Debaixo de Algum Céu

sábado, julho 20, 2013

Livro

A vida é como um livro. Mais ou menos capítulos, uma história, vários caminhos, imensos dramas e tramas. O suspense de amanhã, a incerteza do desenrolar do tempo que cumprirá diferentes vontades. Incertezas quanto à forma como terminará, cumprindo de perto as expectativas ou defraudando-as no derradeiro momento das contas finais. Existem sempre, tal como um fim. 


O livro tem um escritor que coloca muito de si na sua obra. Até sem dar conta, de forma superior à sua vontade. Escreve tal e qual como respira, improvisando acções, acontecimentos, pormenores escassos e imperceptíveis. Que acontecem à medida das histórias que vai cruzando e contando.

Tudo como uma mão que embala as palavras e as transforma num livro, numa história de vida. A mão comandada pela razão do coração. Ou talvez de improviso.

Quote

"Chegamos sempre cedo de mais para os deuses, tarde para os homens"


In Madrugada Suja

domingo, junho 09, 2013

Borboletas

Uma grande letra. Muito bem escrita. Um excerto:

«A Primavera instalada, vai avançada, até tardia
Oito e meia, com luz
Abundante, ainda é dia
No botão cinza da cidade surgiu cor, então vi-a
Entre pássaros, abelhas, flores, era uma fantasia
Na viagem é certo, numa paragem de metro
De mala e bagagem por perto
Quis falar, na garganta senti um aperto
Onde vais? De onde vens? Queres vir a um concerto?
Que tirada mal sacada, ainda bem que fiquei quieto
Mas pensei em convidar-te e levar-te numa nave
Para longe, para cima
Vem comigo, tenho a chave
Assim como um chavalo à espreita pela fechadura
Travessura, o teu lado fora do meu alcance é tortura
Tão perto e tão longe tás aqui neste lugar
Pela mente a flutuar, até quando vai durar?
Não sei, não vás, não quero voltar a mim
Quero sempre ficar assim, sem princípio nem fim, ouh!

Não percebes que eu não
Consigo esperar mais tempo em vão
O que é que sentes? Borboletas
O que é que sentes? Borboletas
Borboletas, Borboletas, Borboletas, Borboletas»

O resto da letra segue na música.

sábado, junho 08, 2013

...

Não quero ser melhor ou pior do que ninguém. Apenas igual a mim próprio, respeitando a minha essência.

sexta-feira, junho 07, 2013

June

Não está sol, mas não deixa de ser dia 7 de Junho. Como a música também não deixa de ser estranha, leve, solta.

quinta-feira, maio 16, 2013

...

Podem até perguntar porquê e nem saber responder muito bem. Mas o certo é que tenho saudades tuas avô.

sexta-feira, maio 03, 2013

:P


domingo, abril 28, 2013

So here we are

...


Ponto de encontro

Será que existe um ponto de encontro, algures por aí, para reencontrarmos todas as pessoas que já partiram das nossas vidas? Um dia, sei lá, distante ou não, podemos voltar a estar todos reunidos? É que sinto saudades de algumas delas. Sim, as eternas saudades.

quinta-feira, abril 25, 2013

...

O estranho é sempre relativo.

terça-feira, abril 16, 2013

"Go"

Porque tudo é um "Go" para qualquer lugar.


segunda-feira, abril 15, 2013

...

...

Coração


domingo, abril 14, 2013

To remember


Pausa

A ouvir...

sábado, abril 13, 2013

Happiness ahead

«I'm gonna do just what I want lookin' ahead no turnin' back
 if I fall if I die know I lived it to the fullest
 if I fall if I die know I lived and missed some bullets

 I'm on the pursuit of happiness and I know everything that shine
ain't always gonna be gold
I'll be fine once I get it, I'll be good.»

sexta-feira, abril 12, 2013

Quem manda

Delicioso. Adorei. Macaco da bola azul manda na porra toda!

quinta-feira, abril 11, 2013

Coração.

O melhor mesmo é não ter coração.

Voar

Era óptimo poder voar. Como no livro...

sábado, abril 06, 2013

Everywhere

terça-feira, abril 02, 2013

A palavra certa

saudade
s.f.
1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado.


domingo, março 31, 2013

Saudade no plural

saudades
s. f. pl.
6. Cumprimentos a alguém (ex.: manda-lhe saudades minhas).

A escrever

Vou escrever e escrever e escrever e escrever. Ah...e não me vou esquecer também de...escrever....

sábado, março 30, 2013

Nomes

Numa curta pesquisa, descobri isto a propósito do meu último nome (Marques):

"Nome que provém de Marte, o Deus da Guerra"

Método

A tentar arranjar método para uma nova concretização. Será precisa dedicação. A tarde é para isso.

quinta-feira, março 28, 2013

Coração

Gosto quando ouço falar do fundo do coração.

quarta-feira, março 27, 2013

Palavra II

almarear

Palavra

alma

terça-feira, março 26, 2013

Harmonia

Assim como os dias passam, a luz se transforma em escuridão, no vai e volta do tempo. Sem parar, sem espaço para respirar, sem forma de definir o destino. Entregue nas mãos do acaso, deixando tudo ao eterno desconhecido.

As vidas passam, da mesma forma que os dias. E as noites e o céu negro numa imensa solidão do vazio. Nada. Apenas uma Estrela, lá longe, só, perdida no abismo sem fim. Iluminada, brilhante, insuficiente para preencher um denso buraco negro.

Numa noite avistou a Lua. Imponente, cheia, num brilho que parecia cobrir com um manto de luz a imensidão do céu. Sem escolher, a Estrela aprendeu a partilhar a noite com a Lua. Como se nada mais se passasse no céu. Contava as horas de luz, durante o dia, à espera que noite chegasse.

A Estrela apaixonou-se pela Lua. O amor cresceu. E a Estrela fica sempre no céu à espera do regresso da Lua, quando a noite cai. Espera a sua harmonia, o seu complemento, o seu amor.

"Kyekye pe aware"

segunda-feira, março 25, 2013

Pausa

«Dizem que as fotografias não mentem, mas esta é a maior mentira que já ouvi […] Nisso, quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá, as fotografias não mentem – esse instante existiu mesmo. Porem, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que dois amantes felizes e abraçados numa fotografia ficaram para sempre felizes e abraçados, é por isso que não gosto de olhar para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição – quando mais seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficamos aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão ‘’pausa’’ no filme da vida.»

No Teu Deserto

sábado, março 23, 2013

Palavras

Estranho ou diferente? Esquisito ou especial? Desbocado ou sincero? Florzinha ou sensível? Picuinhas ou cuidadoso? Antiquado ou cavalheiro? Disparatado ou com o coração perto da boca?

A escolha das palavras faz toda a diferença.

quinta-feira, março 21, 2013

Perder

Por nos perdermos uma vez não quer dizer que nos vamos perder mais vezes e muito menos que iremos ficar perdidos para sempre.

Persistência

«A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.»


quarta-feira, março 20, 2013

O vazio

Quando alguém parte fica sempre um vazio que nunca mais se apaga. Apenas vamos criando outros espaços preenchidos que nos mantêm distraídos dos vazios.

Um sentimento

A minha religião é a dos sentimentos. Eu acredito nos sentimentos das pessoas como o que nos guia ao longo da nossa jornada. Os sentimentos é que nos distinguem e aproximam dos outros. Nos mantêm próximos, numa união que explica a razão de tudo o resto.

Sou pelos abraços sinceros e apertados que não têm preço. Pelo gostar verdadeiro que não tem medo de ser gritado a plenos pulmões. E não do sorriso vestido a preceito a mando de uma qualquer religião.

Esta religião não existe mas eu sigo-a. Talvez porque sou dos afectos com que fui criado, dos sentimentos sinceros que me foram mostrando. Os sentimentos são o que nos une e separa. Separam o bem do mal, nos salvam quando mais precisamos. Sem sentirmos o que nos entra na pele e chega ao coração, quase sem darmos conta, jamais conseguiremos viver da forma como respiramos. Seguindo o que sentimos.

segunda-feira, março 18, 2013

O meu parceiro da sueca

Nas ocasiões festivas, sobretudo no Natal e no Ano Novo, existe o velho hábito de jogar cartas. Normal. Quatro homens da família juntam-se, arruma-se a mesa, procuram-se as cartas, contam-se para termos a certeza de que o baralho está completo. Arranja-se papel e esferográfica para a contabilidade das vitórias e já não é preciso mais nada.

Nesta altura, antes do jogo começar, o meu avô diz: "Eu jogo com o Bruno". E pronto, o meu parceiro da sueca é o meu avô. Não me lembro de jogar à sueca com outro parceiro que não o meu avô. Como também não me vou esquecer que no último Natal formámos dupla e ganhámos sem qualquer hipótese para a dupla adversária. No caso, o meu pai e o meu tio. Na verdade, praticamente existe um tratado, um protocolo escrito em que sempre que existam cartas sobre a mesa, o mais novo e o mais velho da família jogam juntos e dão uma lição aos outros dois. Mesmo perdendo em partidas. Porque o que conta é tratar bem as cartas, respeitar o jogo nas mãos. E isso, juntos, nós sabemos fazer.

Ontem perdi o meu parceiro da sueca. Mesmo assim terei de continuar a jogar cartas porque sei que o meu parceiro quer que assim seja. Sem desprimor para o meu próximo parceiro, a sueca nunca mais será a mesma. Mas irei a jogo.

Fecha-se um capítulo mas a história continua. Com mais uma memória a juntar às bolachas com queijo da minha avó. Junto o meu parceiro da sueca e a vitória estrondosa do último Natal. Para sempre.

quarta-feira, março 13, 2013

Liberdade

Hoje li que Portugal é o país onde é mais fácil levar um banco à falência do que registar uma qualquer marca para comercializar. O país onde é mais fácil "vender" a ideia de um aeroporto ou do TGV, sem qualquer utilidade prática para a população, do que vender um qualquer produto nacional no nosso território ou no estrangeiro. E realmente é verdade.

No mesmo texto, estava também escrito que a liberdade não é só poder dar a opinião onde se quer, sobre o que se quer e quando se quer ou poder criticar tudo o que mexe com o nosso dia-a-dia. A liberdade é uma coisa mais séria. Muito séria. A liberdade é a responsabilidade de escolher, de não nos demarcarmos das nossas responsabilidades. E por aí passa a escolha séria, racional, daqueles que nos governam. Daqueles que nos representam. E essa liberdade os portugueses ainda não aprenderam a lidar com ela.

...

«it's not much of a life you're living
it's not just something you take, it's given»

domingo, março 10, 2013

quote

"A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente."

Albert Einstein

sexta-feira, março 08, 2013

Três

Um sorriso
Escondido, sem siso.
Desponta perene
Ao primeiro raiar do dia.

Um olhar
Perdido, sem par.
Encontra ocaso
No culminar de uma linha.

Um abraço
Amarrado, sem laço.
Aponta omisso
A luz, ao longe.


quinta-feira, março 07, 2013

E se...

E se o próximo for mais ou menos assim?

"Na madrugada de 2 de Agosto de 2012 uma aeronave espanhola despenhou-se na aproximação à pista do aeródromo de Lavacolla, Santiago de Compostela. Piloto e co-piloto perderam a vida na sequência do acidente. O avião despenhou-se após perder o contacto com a torre de controlo e as autoridades apontaram para a falha de instrumentos, nomeadamente de altitude, e o nevoeiro como causa da queda. Os dois espanhóis estavam ao serviço de uma empresa de aviação contratada pela Organização Nacional de Transplantes (Espanha)."

em doses pequeninas e moderadas

A razão é racional, ponderada, fria, serena, calculista, pensativa, moderada, factual, decidida e irredutível.

A emoção é louca, instável, exacerbada, transtornada, inconstante, apaixonada, intempestiva, irrequieta, sensorial e afectiva.

Viver sem emoção é rejeitarmos a existência, esquecer o toque da pele contra a pele, o calor tão humano de se sentir. E as sensações que nos fazem estremecer por dentro, de forma involuntária, são tão somente emoções a fervilhar. Com a razão como a forma única de as explicar. E moderar, em doses q.b..

quarta-feira, março 06, 2013

A minha vida é uma chávena de café

No passado sábado estive no Café Majestic, no Porto, como orador, na apresentação do livro "A Vida é uma Chávena de Café", o terceiro livro da autora Anabela Pinto. Antes da apresentação escrevi um texto que serviu de base àquilo que foi a minha intervenção. Aqui fica a partilha:

" - Primeiro: agradecer o convite da autora (Anabela Pinto) para estar aqui presente para a apresentação do livro “A vida é uma chávena de café”, terceiro livro editado.

Antes de mais quero dizer que se a vida é uma chávena de café, então eu gosto do conteúdo da vida e geralmente tomo duas vidas por dia. E dizer que a vida é uma chávena de café é o mesmo que dizer que por vezes a vida escalda ou está demasiado quente, que a vida é morna ou azeda, que pode ser exageradamente doce, que pode ser excitante. A vida é também um acto social, um ponto de encontro, uma partilha ou um prazer solitário.

Os livros existem para serem partilhados, para nos fazerem pensar nos assuntos e geralmente o seu conteúdo revela alguma coisa sobre quem os escreve. O escritor está presente, com maior ou menor relevo.

E neste caso, mesmo não conhecendo muito bem a autora, arrisco dizer que terá muito das vivências da Anabela. Daquilo que ela pensa sobre determinados assuntos e que no fundo todos nós procuramos aquilo que ela chama, no livro, de “dicotomia perfeita”.

Este livro é sobre a dicotomia perfeita entre Vitória e Gustavo. Porque são as duas metades que se encaixam, funcionando na perfeição. (isto apesar de não se conhecerem pessoalmente). O que por si só poderia à partida ditar uma dicotomia imperfeita. Mas a parte física, o contacto pessoal, ao vivo e a cores, vale significativamente pouco nestas circunstâncias. Porque tudo o resto, a emoção, o sentimento encontram a perfeita harmonia na junção das duas metades. A tal, dicotomia perfeita.

“A vida é uma chávena de café” tem a capacidade de nos fazer reflectir sobre um tema que é profundo e que pertence a toda a gente. Porque todos procuramos a metade que nos completa e encontrar a parte que faz tudo funcionar na perfeição. No fundo, o nosso preenchimento que guiará à felicidade. Que pode ter as mais variadas formas e ser pouco convencional. É suficiente que apenas duas pessoas o sintam num mesmo sentido.

A fechar, dizer que gostei da nova palavra criada no livro ("Amoro-te") e sugeria uma nova para um próximo livro: "Adamo-te"."

Jogo

«A vida é um jogo. Viver é uma regra. Desistir é batota.»

segunda-feira, março 04, 2013

At last


FC Famalicão

Que saudades destas épocas e desta época em particular. A memória dos jogos que não falhava por nada deste mundo e sempre na companhia do meu pai, do meu tio e do meu primo. Das idas ao futebol, no carro, a ouvir a constituição das equipas no rádio e a ansiedade de chegar rápido ao estádio. E vibrar pelo FC Famalicão! Como ainda hoje. Na certeza de que um dia voltaremos onde merecemos estar.

domingo, março 03, 2013

O Clássico

O Clássico de ontem entre Sporting e Porto foi tudo o que se esperava, inclusive o resultado. Um Sporting defensivo, a tapar todos os caminhos para a baliza de Rui Patrício e a apostar nas saídas rápidas em contra-ataque, de forma a aproveitar os espaços concedidos pelo Porto. Do outro lado, um Porto igual a si próprio, fiel ao seu estilo de jogo, trocando a bola, tendo muita posse e controlando por completo o jogo.

À semelhança dos últimos encontros dos portistas, foi uma partida de sentido único, onze jogadores atrás da linha da bola (os do Sporting) e um Porto incapaz de encontrar a eficácia necessária para expressar em golos o domínio exercido. E basicamente é isso que tem faltado ao Porto, dando azo a que no final dos encontros os comentários atribuam à equipa adversária as melhores oportunidades de golo e uma exibição mais conseguida.

Sem tirar o mérito à táctica apresentada pelos adversários, porque defender bem e saber contra-atacar também tem que se lhe diga, não podemos esquecer que o futebol apresentado pelo FC Porto é bonito e um hino ao bom futebol. Têm faltado os golos cedo a favor e pior do que isso, nos dois últimos jogos em casa para o campeonato, o Porto tem entrado a perder. Ora, essa situação acentua ainda mais as dificuldades de quem assume o jogo e quer ganhar.

No jogo de ontem, é óbvio que o Sporting conseguiu um grande resultado. Foi o resultado que queria. Somar um pontinho. E é óbvio que tiveram boas ocasiões para marcar. Porque uma equipa que assume o jogo, que quer ganhar, assume maiores riscos, dá mais espaços no seu sector recuado e dessa forma torna-se mais fácil para o adversário sair para o ataque. O Sporting jogou em casa mas não me lembro de um Clássico em que a equipa da casa tenha defendido tanto e com tantos jogadores como aconteceu ontem com os leões. Dizer que o Sporting jogou melhor ou que o Porto jogou mal não é necessariamente verdade. O Sporting conseguiu o seu objectivo, o Porto não. Isso conta em futebol, mas nem tudo se resume a isso. Eu prefiro ver o Porto jogar bem, deixar boa imagem e dignificar o espectáculo. Mas isto é só o que eu acho.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

...

Muitas vezes não sei o que hei-de pensar. O que posso esperar, se devo acreditar ou não. Se posso contar que a sorte esteja do meu lado ou se me vai abandonar uma vez mais. Mil e uma sensações atravessam todo o corpo, sem qualquer tipo de controlo. De pouco adianta planear. De pouco servirá navegar nos pensamentos. Resta respirar um segundo atrás do outro.

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Para relembrar

Sê 

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Talento

Qualquer talento ou pessoa talentosa é passível de ser igualada na sua capacidade para criar algo. A diferença é que a falta de talento obriga a maior esforço, a trabalhar muito para se conseguir igualar o talento. E quem tem talento apenas precisa de ser como é. Tudo acontece de forma natural, inata.

Os animais

Um homem sozinho que passeia um cão pela trela está à espera de encontrar uma mulher sozinha a passear uma cadela.

Loucura

«Sim, você é louco, louquinho. Mas vou lhe contar um segredo: as melhores pessoas são assim.»

Alice In Wonderland

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

O rigor é isto

«O FC Porto venceu o Málaga com golo de João Moutinho em fora-de-jogo»

Foi desta forma que ontem à noite a SIC Notícias abriu o desporto na edição de meia noite. E desta forma ignorou por completo uma grande exibição do Porto na Liga dos Campeões que banalizou aquela que muitos dizem ser a equipa sensação da presente edição da prova. Ignorou o facto dos portistas terem sido melhores do que o Málaga, desvalorizando a grande qualidade de jogo apresentada e o facto de ter sido esmagador na posse de bola, de ter sido a única equipa a querer ganhar a partida e a controlar os acontecimentos do primeiro ao último minuto.

O Málaga fez um remate à baliza em todo o jogo. E fez um remate porque o Porto não deixou fazer mais nenhum. Li em alguns jornais espanhóis que a exibição de ontem foi a pior do Málaga esta época. Acredito. Mas os espanhóis jogaram aquilo que o Porto permitiu que jogassem. Por muito que custe a admitir.

E porque se esquecem que quem não viu o jogo vai assim ficar com uma ideia errada do que se passou na noite de ontem no Estádio do Dragão. Tudo isto se torna mais grave quando se afirma de forma peremptória que o golo foi em fora-de-jogo. Para mim João Moutinho está em linha e no máximo admito que seja um lance duvidoso, discutível. Difícil porque os jogadores se estão a movimentar em sentidos contrários e se trata de uma jogada muito rápida. Na televisão e em câmara lenta é sempre mais fácil tirar as medidas, dar opiniões e apresentar certezas. Ainda assim, sempre ouvi dizer que em caso de dúvida os auxiliares devem beneficiar quem ataca. Ninguém pode dizer que o lance do golo, ao vivo e a cores, na hora, no estádio, não deixe dúvidas.

Por cá iremos constantemente desvalorizar os nossos feitos. Seja num jogo de futebol, seja numa qualquer inovação alcançada. O título de abertura do noticiário da SIC ignora por completo o que se passou no Porto-Málaga. O rigor não é isto.


P.S.: Vi o jogo em directo na TVI e outra coisa que me irrita solenemente é um dos comentadores não acertar num único nome dos jogadores do Porto. Não saber e trocar o nome dos jogadores do Málaga até dou de barato pois pode não estar tão familiarizado, embora tenha o dever de estar minimamente preparado. Agora chamar Lucho Gonzalez ao Mangala e Jackson Martinez ao Alex Sandro, isso já começa a ser demais. É que não acertou uma única vez com o nome correcto.


segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Passado, presente, futuro

«Vivo sempre no presente.
O futuro não o conheço.
O passado, já o não tenho.»

Bernardo Soares

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

...

Será que também temos sorte ao jogo?

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

...

Qual capa de super herói. Qual poder sobrenatural. Qual força invencível. Carne, osso e coração.

domingo, fevereiro 10, 2013

1-0 ou 5-4

Li isto no zerozero.pt e só queria acrescentar que estou do lado de José Peseiro.

"Peseiro «mal em Portugal» porque prefere o espetáculo

José Peseiro foi ainda confrontado com as palavras de Vítor Pereira, técnico do FC Porto, que disse preferir uma vitória por 1-0 em vez de 5-4; ora, Peseiro tem uma opinião diferente. «Entre 1-0 e 5-4, prefiro ganhar por 5-4. Se estou mal em Portugal? Se calhar estou, se calhar devia estar em Inglaterra e aí ganhar por 5-4 é espetacular. Mas tenho de me adaptar», respondeu José Peseiro."

sábado, fevereiro 09, 2013

De manhã

Um respirar fundo, tão natural. Assim como o silêncio matinal sob um sol ainda tão perto como se nos beijasse a face. E o silêncio, a calma, a tranquilidade. Onde nem o frio se atreveu ainda a dar o ar da sua graça. A manhã tão leve por entre as passadas ritmadas da corrida com a cabeça ainda solta e sem fantasmas a pairar. A corrida pela manhã. E o silêncio tão bom de sentir.

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

...

Não sou um escrevinhador, muito menos um escritor. Transformo em palavras tudo o que vagueia no nada sem definição. Apenas.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

À primeira

Nem todos conseguem atingir os seus desejos à primeira. E isso até pode ser bom. Embora difícil na parte em que todos falam como se fosse algo fácil, mas enriquecedor porque nos dá uma outra perspectiva das situações. E deixaremos em muitos casos de julgar as pessoas a destempo ou de achar que algo é tremendamente natural, básico, tão normal como um simples piscar de olhos. O que para muitos de nós é um simples movimento dos dedos, para outros é uma tarefa jamais concretizável.

O certo também é que não estamos habituados a viver ou a pensar nos problemas dos outros. Nos seus medos, nos seus receios, na inconstância dos momentos, na dificuldade que por vezes parece ridícula. E é quando passamos para o outro lado, ocupamos o outro lugar que aprendemos realmente a viver. A dar valor, a perceber, a ter mais cuidado com as palavras e a deixar o "desta água não beberei" para a cautela que se aconselha.

Na verdade crescemos nas dificuldades. Damos valor, conseguimos ser mais comedidos e maduros. Olhamos de uma outra forma para os outros. Porque os outros também somos nós. E devemos aprender. Essencialmente sermos humildes o suficiente para não desistirmos e sabermos que um dia estamos no topo, no outro no fundo do poço. Mais tarde ou mais cedo, da maneira mais fácil ou mais sinuosa, aprenderemos à custa daquilo que a vida nos traz.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Messi, Messi, Messi

domingo, fevereiro 03, 2013

Comentário

«Um arranha-céus em forma de jogador de futebol com uma camisola azul e branca»

Comentário de Luís Freitas Logo, ontem, após o golo de Mangala no jogo do FC Porto com o V. Guimarães

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Palavra que gosto

papalvo

Livro

«Não é, menino bom?»

domingo, janeiro 27, 2013

Blogues

Os blogues voltaram (se é que alguma vez foram) a ser moda. Com os famosos a terem o seu cantinho para deixarem as tendências do que vestir e usar em cada Estação, para serem utilizados na dinamização de campanhas publicitárias. Os blogues voltaram a ser falados na televisão e isso talvez desperte um novo "boom" na criação deste tipo de espaços. Tudo isto só para deixar aqui escrito que o Artigos e Tal já existe desde o dia 19 de Dezembro de 2005. Para mim não é bem uma questão de modas.

terça-feira, janeiro 22, 2013

True

«Não importa o ano em que se nasce. A idade, tal como no vinho, é relativa. Algumas pessoas ganham em consumir-se cedo. As melhores exigem que se espere. Resta vermos as nossas idades não como um percurso linear e previsível mas com a surpresa deliciosa dos anos vintage que não se adivinham»

M.E.C.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Desapertar

Por muito que o orgulho nos engula ou a vontade nos estrangule com as mãos, o melhor é não deixar para amanhã. Que o coração se aperta no peito e as forças faltam nos braços. Efémero como a folha de papel vazia. Num respirar profundo, tudo é fim e sem o dia para perdoar. É hoje e não para depois. Fui.

...

«Ser homem é o destino e não uma fatalidade»

Demonstração

Fácil. :)

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Esclarecer

As redes sociais e a possibilidade de serem divulgadas todo o tipo de informações, ideias, comentários, entre muitas outras coisas, são uma excelente ferramenta para chegarmos a algum sítio. Para globalizar e chegar mais longe. O mesmo não quer dizer que chegue melhor, de forma mais correcta. E quando as redes sociais são mal utilizadas, podem ter o efeito de transmitir ideias erradas da mesma forma global. Alguém mal informado pode dar uma opinião mal fundamentada e com isso informar mal quem nem sequer teve conhecimento de determinado assunto.

E depois disto deixo aqui um exemplo, tirado do Facebook, e que diz directamente respeito a algo relacionado com o meu trabalho. Este foi um comentário que surgiu numa rede social, não interessa o nome de quem o fez, apesar de ser público.


«Li hoje que dois jovens estudantes famalicenses (Didáxis, acho) venceram um concurso de empreendedorismo. Um criou uma aplicação iPhone para ajudar as pessoas no guarda-roupa, com loja online incorporada, tudo xpto. O outro criou uma bicicleta a motor com paineis fotovoltáicos. A CM VNF decidiu premiar os rapazes, e então o que fez? Ao primeiro deu-lhe mil euros no comércio tradicional, ao segundo 200. Agora pergunto eu, é para promover o trabalho desde dois cérebros jovens ou é para promover o comércio tradicional? É que, com 1200 euros talvez se criassem mais condições para os rapazes virem até a criar um empresa spinoff da Didáxis, como tanto se vê lá fora. Com pequena idade já dão cartas, é preciso segurá-los. No dia em que os velhos (de mentalidade), sim, esses que se recusam a utilizar uma calculadora ou um computador porque dizem "já do meu tempo era assim" forem à vida, talvez isto mude. Resumindo: 1200 euros no comércio tradicional dá para muita roupa, mas os putos daqui a 2 ou 3 anos estão sem qualquer futuro.»

Isto foi o que tive a possibilidade de ler. E não consegui evitar enviar uma mensagem à pessoa em questão com o esclarecimento abaixo:

Na sequência deste seu comentário, sinto-me quase na obrigação de lhe prestar alguns esclarecimentos. Na sequência do concurso "O Meu Projecto é Empreendedor", iniciativa levada a cabo pela Rede Municipal "Famalicão Empreende", da qual fazem parte a Câmara Municipal, o IEFP, a ACIF e outras associações e todas as escolas do concelho de Famalicão. Foi decidido lançar este concurso, com base nas PAPs realizadas pelos alunos dos cursos profissionais, de forma a promovermos ideias empreendedoras. Na sequência do concurso, onde concorreram 24 projectos, foram distinguidos os cinco melhores. Os restantes receberam diplomas de participação. O 4º e 5º classificados foram distinguidos com menções honrosas. Os três primeiros classificados receberam prémios monetários de 1000, 200 e 100 euros, respectivamente. 
Ficou decidido na parceria que seria a Associação Comercial e Industrial de V. N. Famalicão (ACIF) a responsável pela entrega desses prémios. Ora, como a principal missão da ACIF é defender os interesses dos seus associados e promover o desenvolvimento económico do concelho, como é óbvio tem de se associar a iniciativas como esta mas procurar precisamente os interesses acima mencionados. Por isso foi decidido atribuir o valor em compras no comércio tradicional associado. Que passa por todo o nosso leque de associados (não só lojas de roupa) de diferentes áreas de actividade e intervenção. Logo, os vencedores dos três primeiros prémios poderão escolher onde querem aplicar o dinheiro, isto é, podem fazer investimento nos seus projectos. Por exemplo, os dois jovens da Didáxis que apresentaram a aplicação para plataformas móveis (não só iPhones) vão aplicar o dinheiro em equipamento informático para poderem desenvolver melhor o seu projecto.
Nesse sentido, aquilo que escreveu não é totalmente verdade. Porque antes de escrever não se informou correctamente e com isso vai passar informações e ideias não verdadeiras a quem também não está por dentro do assunto. E estes jovens até podem estar sem futuro daqui a 2 ou 3 anos, mas pelo menos este concurso já permitiu que fosse concretizado um grande passo na divulgação das suas ideias inovadoras e empreendedoras.

E aqui fica o link da notícia da entrega de prémios.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Escrever

«Escreve-se para preencher vazios, para fazer separações contra a realidade, contra as circunstâncias.» M.V.L.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Verbo: indignar

Eu adorava não estar indignado. Mas não consigo evitar. Esta manhã paguei 85 euros por mudar uma lâmpada no meu Toyota IQ. Até diria: "oh...deixa lá, não ias andar com uma lâmpada fundida no teu Porsche 911". Mas a questão é que não tenho um Porsche nem um carro de luxo. Tenho um Toyota. E hoje senti-me assaltado. E sim, a lâmpada parece que é toda xpto e é difícil mudar noutro sítio que não na própria marca do carro. Mas nem que tenha de criar o meu próprio stock de lâmpadas e fazer formação para mudar as lâmpadas do meu carro. Uma coisa é certa: não volto à Toyota!

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Livro

Fico sensibilizado com este tipo de opiniões. Porque afinal é este o principal intuito do livro. Chegar às pessoas.


"Simplesmente para agradecer o bonito e tão bem escrito livro que o Bruno fez. Não o li todo, nem quero fazê-lo, pois tento ler um texto de cada vez, quando a disposição assim o chama. Ainda agora terminei um dos textos. Simplesmente fechei o livro e abanei com a cabeça (são poucos os livros que consigo fazer isso e tinha saudades de o fazer) involuntariamente. Que textos reais e próximos, que cumplicidade que cria com quem lê, que boa e terna sensação transmite. Que bom é ler livros assim, que são escritos por verdadeiros leitores (e não só escritores) para leitores. Foi das melhores compras que fiz. E vou recomenda-lo às minhas amigas também. Agradece-lhe tudo! Que se dedique ao trabalho e por favor que continue a escrever."