domingo, fevereiro 28, 2010

Numa janela

Pela janela olho a chuva lá fora. O vidro está cheio de pequenas gotas que vão caindo, aos poucos, tal qual lágrimas a descer por um rosto triste. Vejo carros a circularem calmamente, como noutro domingo qualquer, as pessoas que fogem do mau tempo, sob capas e guarda-chuvas. Vejo árvores a fazerem vénias e folhas esvoaçando indefinidamente.

Apressadas seguem as pessoas que não conseguiram abrigo. Desesperadas por um local acolhedor onde possam fugir das agruras do tempo. Um casal caminha abraçado pelo passeio, dividindo o guarda-chuva e a vontade de contrariar a chuva e o vento. Como se o abraço partilhado ficasse transformado no local mais acolhedor de todos os demais. Nenhuma tempestade é capaz de abalar aquele momento. Só deles.

Um pássaro voa perdido por entre as árvores despidas. Sozinho consegue mostrar toda a sensação de liberdade que deve existir. Batendo as asas sob um céu cinzento ameaçador faz-me viajar para lá dos destinos imaginários. Faz dos sonhos, realidades, das incertezas, convicções. Permite soltar um sorriso tímido, mas sentido.

Da janela vejo o sol que por vezes quer espreitar. A chuva, o vento e o mau tempo servem como vendaval purificador dos dias maus. Porque depois desses dias chegam sempre dias melhores.

sábado, fevereiro 27, 2010

Música

And the stars fell
out of the sky
and my tears rolled
into the ocean


Beijos

A primeira coisa que me saiu esta manhã após acordar foi isto:

Todos os beijos que me mandam guardo num bolso junto ao coração.
São como um aperto junto ao peito
E por cada beijo que recebo fico mais e mais satisfeito.
Por isso sei sempre onde estão todos os beijos que me dão.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Amizade

A amizade entre as pessoas é qualquer coisa de espectacular. Hoje ao final da tarde senti-me mesmo bem no pré, durante e pós jogo de futsal entre amigos. São estes momentos que valem a pena porque é bom ambiente e disposição garantidos.

Independentemente do resultado e das caneladas sofridas. A amizade é uma coisa muito bonita.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Expressão que gosto

«Dar uma de João sem braço»

Silverchair

Esta é a que eu gosto mais...

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Do You Know Me?

Pensando bem, muito pouca gente me conhece verdadeiramente. Mas esses poucos são os suficientes. Não preciso de mais. Porque sei que são os necessários para partilhar os sucessos e as horas boas e os momentos negativos, de maior aperto. Estaremos por cá para nos ajudarmos mutuamente. Isso é tudo o que preciso de saber. Nada mais, nada menos.

E quando digo conhecer, digo ter a capacidade de perceber o que preciso ou o que tenho com uma simples troca de olhares. É estar um passo à frente no caminho que estou a trilhar. Definitivamente hoje é um dia chatinho. Impertinente.

Desculpem a minha insistência...

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Para lá das muralhas

Para lá das muralhas está o silêncio e a tranquilidade. A paz de espírito, os segredos bem escondidos, o misticismo. Repousam os pensamentos e soltam-se as ideias mais brilhantes. E apesar do deserto e da ausência, do nada parece existir tudo o que nos faz falta.

É percorrer quilómetros e quilómetros sem avistar gente, tendo as árvores e as planícies como companhia. Única companhia no meio da imensidão do vazio. É uma recta sem fim, algo longínquo que se perde do olhar.


Ouve-se o respirar, o voo dos pássaros e o tempo que passa. É um cenário idílico. É o Alentejo.

Fotos: Monsaraz, Alentejo

domingo, fevereiro 21, 2010

Pensamento

É curioso ver que todos vivemos no mesmo Mundo, mas que existem muitos mundos diferentes.

sábado, fevereiro 20, 2010

Excertos

Finalmente encontrei o excerto que estava à procura. Tudo porque estava a procurar no livro errado de Miguel Esteves Cardoso.

«Não é que sejam vaidosos [os homens] - mas gostam de passar por vaidosos. A culpa talvez seja das mulheres. Quando dizem que um homem é "muito convencido", subentende-se que é bastante giro»

Miguel Esteves Cardoso, no livro A Vida Inteira


Ainda a propósito de mulheres, deixo aqui mais um excerto de outro livro do autor (O Amor é Fodido) que também se refere ao sexo feminino:

«Os homens são todos iguais. As mulheres são todas diferentes. Quando se perde um homem, há outro igual ao virar da esquina. Quando se perde uma mulher, é uma vida. Os amigos arranjam-se e as mulheres também, mas as mulheres ninguém sabe como é. As mulheres sabem. Os homens pensam. As mulheres pensam que sabem. Os homens sabem que não sabem. Mas são as mulheres que acabam por ter razão»

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Música

Não sei bem porquê, mas esta manhã acordei com esta música na cabeça. Terá sido dos sonhos durante a noite? O que importa é que esta música é muito positiva e ouvi-a muitas vezes numa altura muito boa da minha vida. Por isso, foi ficando e se calhar por isso é que acordei com ela na cabeça.

Aqui fica...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

O tempo que passou

Num destes dias dei por mim a pensar no que será feito de alguns colegas e amigos de escola. É incrível como conseguimos passar tantas horas e dias juntos e depois de um momento para o outro deixarmos de ter contacto.


Depois de tantos bons momentos, e maus também, de tantas partilhas e tantas coisas passadas juntos, acho estranho que tudo acabe num simples estalar de dedos. Reformulo. Nada acabou. Apenas estamos afastados e sem contacto neste momento. Porque é impossível apagar recordações boas. Mesmo que a memória não colabore.

Das pessoas com quem andei na escola, só tenho contacto mais ou menos regular com duas pessoas. É muito pouco. E contra mim falo porque pouco ou nada fiz para que fosse ao contrário. É estranho, mas deixei-me ir na corrente. E o mesmo se passa com a maior parte das pessoas que conheci na universidade. Certo é que ficaram muitos bons momentos dessas duas fases da minha vida.

Um novo amanhecer

Fecho os olhos e adormeço. Já começou um novo amanhecer. Será melhor do que ontem? Talvez sim, talvez não. É preciso esperar para tentarmos a nossa sorte vezes e vezes sem conta...

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

A Lot Like Love

Deixo aqui ficar uma referência àquela que para mim é uma das melhores comédias românticas que vi. Tudo porque passou nestes últimos dias na televisão e hoje estive e rever outra vez. Se nunca viram, recomendo.

A propósito, acho muita piada a esta actriz: Amanda Peet. E já agora ao Ashton Kutcher também. Mas em níveis diferentes.:)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Perco-me...

Perco-me a conversar e a ver televisão.
Perco-me na internet a ver o que quer que seja.
Perco-me a ver futebol.
Perco-me nos olhares das pessoas.
Perco-me em pensamentos estranhos e sem sentido.
Perco-me a pensar no passado.
Perco-me a fazer planos para o futuro.
Perco-me facilmente das horas.
Perco-me quando não sei o caminho para onde tenho de ir.
Perco-me sempre que gritam comigo.
Gosto de me perder para depois me encontrar noutro sítio qualquer...

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

Vinicius de Moraes

domingo, fevereiro 14, 2010

Nunca

Uma palavra a não dizer...

sábado, fevereiro 13, 2010

Frase

«A vida é uma enorme lotaria; os prémios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra»

Machado de Assis

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Lua Cheia

Lua cheia de saudade.
Cais na noite que termina
Tão breve como a verdade,
Que ficou lá onde tudo culmina.

Lua cheia de inspiração.
Chegas com a noite escura,
Como um sobressalto do coração,
Trazes a alma mais leve e pura.

Olhos e vejo a luz imensa,
Que me cobre por completo.
Fico quieto a pensar.

Admiro a beleza, o sentido e a razão,
Fico inerte sem respirar
Até que te vás embora…

Gosto!

Na minha opinião, a capa da edição desta semana da revista Sábado está genial. Muito bem pensada e uma prova de que ainda é possível fazer-se coisas engraçadas no jornalismo.

O meu mundo

Coloco a chave na fechadura, rodo três vezes e a porta abre-se à minha frente. Entro no meu mundo. Descuidado, atiro a porta com força e tudo estremece. Dispo o casaco e penduro-o no bengaleiro moderno que compramos. Descalço-me e caminho, em meias, pelo corredor aparentemente estreito, sem que o silêncio do meu mundo seja perturbado.

Esta casa está vazia. Sou o único sangue quente que por ela corre. O silêncio chega a ser um barulho incomodativo. Alcanço finalmente o sofá. Está frio. Ligo a televisão, o canal pouco importa, e tudo o resto deixou de existir. Sou eu e ela. Num mano a mano. Caí no sofá, deitando o meu corpo inerte e fixando o olhar na televisão. Não interessa o que está a dar.

Aumento o volume e a casa passou a estar cheia. De ruído, emoções, cores, imagens, sensações…tudo e nada. Pouco importa o que aconteceu hoje no trabalho, as dores de cabeça, as conversas sem sentido, os problemas que me apoquentam. Tudo parece relativo porque finalmente estou deitado no meu sofá. Porque depois deste eterno cansaço, entrei no meu mundo…

Postei nos dois blogues porque afinal também são dois dos meus mundos...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Fingir

v. tr.

1. Inventar; fantasiar; simular; arremedar.

2. Beira; Remexer e trabalhar de novo (com as mãos) a massa do pão depois de levedada.

v. intr.

3. Ser dissimulado; aparentar o que não é.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Descobertas

Descobri isto...

«Comme d’habitude I
1.
Quando entro, olhas-me e sorris; aproximo-me devagar, antecipando o conforto do teu beijo, a familiaridade do teu cheiro, a carícia do teu toque. Cumprimos este ritual (desde quando? Como começou, afinal? Não me lembro) conscientes de que o abraço representa, talvez, o momento de maior intimidade, de maior partilha, de maior comunicação entre nós: o momento diário que simultaneamente redefine e rejuvenesce a nossa relação. Mas esta carga simbólica (poética?) não nos inibe, não nos constrange: precisamos do abraço, do que significa; e a cada dia, saboreamo-lo como se fosse a primeira vez, a última vez; a única vez.
Estamos juntos, finalmente: e os nossos corpos aconchegam-se, unem-se. Respiro o teu cheiro enquanto sinto a força dos teus braços, a tensão dos teus músculos; o teu rosto acomoda-se ao meu pescoço e encaixa com perfeição enquanto a minha mão acaricia o teu cabelo com delicadeza. E as nossas respirações serenam em sincronia enquanto o conforto que sentimos e partilhamos atrasa momentaneamente a voraz passagem do tempo. Ou, pelo menos, parece que assim é.
Pergunto-me, como sempre, se ainda sorrirás; que expressão terá o teu rosto? E os olhos: estarão abertos ou fechados? Não sei, talvez não queira verdadeiramente saber; afinal, é irrelevante.»

Paulo Kellerman, escritor

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Tudo acontece

Depois de ver o jogo do Sporting, dei por mim a pensar que quando estamos mal ou em baixo, tudo nos acontece. Parece que quando algo começa a seguir um caminho negativo, tudo ajuda para que o fosso não tenha fundo e seja cada vez maior. Nessas circunstâncias acho que o que há a fazer é esperar que tudo acabe de se desmoronar para depois retomar novamente o caminho certo.

A propósito disto, lembrei-me também de outro exemplo idêntico. Aqueles dias em que estamos atrasados para chegar a algum sítio e parece que o trânsito e os azelhas todos aparecem à nossa frente, fazendo com que nos atrasemos cada vez mais.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Quedas

Não sei se já vos disse, mas eu adoro quedas. E não consigo parar de rir quando vejo uma queda. Como esta, por exemplo...



É o que dá andar de óculos escuros em sítios com pouca luz...:)

domingo, fevereiro 07, 2010

Recordações

Dos sítios que já conheci guardo algumas imagens que jamais esquecerei. Por muito que os anos teimem em apagar da minha memória. Duas imagens que neste momento passam pela minha cabeça pertencem a Dublin, na República da Irlanda. Costumo dizer que a Irlanda é o meu segundo país porque realmente a viagem foi marcante.


Uma das imagens que guardo é o movimento intenso de pessoas numa rua pedonal de nome Grafton Street. Imaginem pessoas a circularem em diversas direcções, desconhecidos no meio da multidão, num ambiente que tem algo de místico. A completar o cenário, o melhor chocolate quente que alguma vez experimentei. A cosmopolita cidade de Dublin conquistou-me para sempre.

A outra imagem tem a ver com a outra sensação que Dublin transmite. Ou seja, a aparente tranquilidade no meio dos muitos parques verdes existentes. Isso e o facto de ter um rio a atravessar literalmente a cidade. O Rio Liffey dá o divino retoque final numa cidade a que gostava muito de voltar, num país cuja vivência me atrai.
Na foto: Grafton Street

sábado, fevereiro 06, 2010

Frase

«A vida é fascinante. O que é preciso é vê-la com os óculos certos.»

Alexandre Dumas

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Whatever Works

Para mim o novo filme de Woody Allen é genial. Primeiro porque pega em assuntos aparentemente banais, mas que têm um significado muito grande. E a forma como o realizador aborda esses assuntos é realmente de génio. Depois, porque os diálogos são extremamente ricos e de muito bom gosto, aliada à banda sonora típica de filmes de Woody Allen.


Por fim, as performances artísticas de Larry David e Evan Rachel Wood são muito boas. Sendo que a actriz foi uma agradável surpresa para mim, uma vez que conhecia pouco ou nada daquilo que ela já fez. Por todas estas razões, e mais algumas que certamente vocês descobrirão ao ver o filme, por favor não percam o Whatever Works, ou se preferirem, Tudo Pode Dar Certo.

«Por isso é que eu não me canso de dizer, todo o amor que puderem obter e dar, toda a felicidade que puderem sacar ou fornecer para qualquer estado de graça temporário. Tudo o que resultar. E não se enganem, não é tudo fruto da vossa genialidade humana. Uma parte da vossa existência, maior do que gostariam de admitir, é sorte»

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Pensem

Já pensaram nisto? Quando nos levantamos da cama de manhã não sabemos o que nos vai acontecer até ao final do dia. É quase como um risco que corremos. Podemos regressar a casa com um sorriso nos lábios ou com um ar cabisbaixo e derrotado. Tudo é possível.

E é o facto de vivermos no constante desconhecido que torna tudo mais interessante. Perigoso, incerto, incalculável, mas ao mesmo tempo uma janela aberta de possibilidades. Não sabendo o que vai acontecer no próximo minuto, hora, dia ou semana, o melhor é aproveitar cada momento como se fosse o último. Soa a frase feita, mas é a mais pura das verdades.

Normalmente o melhor mesmo é que tudo se desenrole sem grandes surpresas. Pensem nisso...

Palavra que gosto

gourmet

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Para caminhar

A letra da música não é nada de especial, mas é o mais recente must que descobri. Vamos lá a pôr os ouvidinhos nisto...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Na maré

Por entre a maré que me empurra, deixei de nadar. Mergulho...