terça-feira, novembro 30, 2010

Comigo

Nem longe de mais para ser impossível lá chegar, nem perto o suficiente para sentir o teu calor. Independentemente da distância, estás sempre comigo.

Respirar

Por cada porta aberta há sempre um mar de novas oportunidades. Mesmo que as portas pareçam fechadas a sete chaves. E por cada porta que não se abre, muitas janelas surgirão para pelo menos termos uma lufada de ar fresco. Pode não contentar totalmente, mas dá para respirar um pouco melhor.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Música

Na onda da tranquilidade, aqui está mais um grande exemplo disso mesmo.

«Don't let your soul get lonely child
It's only time, it will go by
Don't look for love in faces, places
It's in you, that's where you'll find kindness
»

domingo, novembro 28, 2010

Uma questão de tranquilidade

Quando somos mais jovens sentimos que nada nos pode atingir. Quase tudo nos passa ao lado, indiferentes a algumas desgraças, tristezas ou acidentes de percurso. Com o avançar da idade vamos ficando mais ligados aos sentimentos e percepcionamos o que nos rodeia de uma forma diferente. Mais madura, talvez.

Valorizamos o que antes desvalorizávamos e os pequenos gestos começam a fazer toda a diferença. Um abraço tem maior significado, as palavras batem mais fundo, os olhares transmitem quase tudo. Provavelmente somos mais complexos enquanto seres humanos, mas parecemos mais pequeninos mediante algumas situações com que nos deparamos.

Curiosamente, e se calhar contrariamente ao que seria de esperar, o avançar da idade traz-nos uma maior tranquilidade. Um gosto diferente de saborear cada momento.

sábado, novembro 27, 2010

José... Mourinho

Não tive oportunidade para ver a reportagem especial sobre José Mourinho e os seus dez anos de carreira de treinador quando passou na Sic, mas tirei esta noite para ver no youtube. E terminada a visualização, fico quase sem palavras.

Que o homem é um génio já toda a gente sabe. Que é o melhor do mundo na sua profissão, também. Agora, conhecer todos os pequenos pormenores, aqueles que fazem a diferença, isso deixa-nos ainda mais incrédulos. Tão cedo o futebol não terá uma personagem como José Mourinho. Será uma lenda do desporto rei. Digam o que disserem, e aconteça o que acontecer, será sempre o maior de todos os tempos. Sou um fã incondicional da pessoa e do seu trabalho.

E deixo aqui escrito. Mourinho, és grande!

sexta-feira, novembro 26, 2010

Música

Para ouvir nesta noite fria...

quarta-feira, novembro 24, 2010

O povo

Gosto de pessoas simples e genuínas. E o melhor exemplo está no que vulgarmente chamamos "povo". O português típico, o cidadão comum, o anónimo que atravessa uma qualquer rua ou esquina. E o povo tem essa capacidade de dizer muitas coisas acertadas de forma compreensível e sem grandes malabarismos. Melhor mesmo do que os grandes estudiosos e entendidos nesta ou naquela matéria.

Ao ver as notícias do dia de hoje, surgiram vários exemplos disto mesmo que escrevi em cima. O vídeo que se segue é apenas um desses exemplos. Atentem nas palavras da senhora que está na rua a vender flores. E depois irão perceber o que quero dizer.

Frase

«A adversidade testa-nos de tempos a tempos e é inevitável que continue a testar-nos ao longo da vida»

Walter Annenberg

terça-feira, novembro 23, 2010

Sick...

...as a dog!

Sou eu

A saudade que sinto não é tua.
O medo não é do que veio, mas do que vem.
A luz não se apagou, o quarto é que está escuro.
O sorriso deixou de ser o ponto de encontro.
Não és tu que vais embora, fui eu que nem cheguei a entrar,
Isto não és tu, sou eu.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Riqueza

A nossa riqueza não está só nos números e no dinheiro. Está nos sítios e pessoas que conhecemos, nas experiências vividas, no turbilhão de emoções que sentimos. Somos ricos nos mundos que descobrimos. Muito para além dos bens materiais que possuímos.

domingo, novembro 21, 2010

Escrever com os pés

Quando as pessoas têm dificuldade em expressar-se em termos escritos ou dão muitos erros, costumo utilizar a expressão "escrever com os pés". Embora imagine que escrever com os pés seja ainda mais complicado do que com as mãos. Logo, essas pessoas deviam era estar num outro patamar, muito superior.

E quando penso no assunto, gostava de conseguir escrever com o coração. Sempre. As palavras do coração são as mais genuínas, as mais coloridas, as mais emocionalmente atraentes. Escrever com a cabeça também será bom, frequentemente, mas soa mais a falso, premeditado. No meio disto tudo, os dedos limitam-se a juntar as letras e a formar as palavras. E como é bom poder escrever...

sexta-feira, novembro 19, 2010

Inside

Não vejas só o que está por fora. Olha também para dentro.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Eyes...again...

"...sometimes you close your eyes and see the place where you used to live..."

quarta-feira, novembro 17, 2010

Voz...

...rouca é sensual.

Simple things

It's an easy ride to Rome
You'll never walk alone
Naturally we blew
Simple things we say
Everyday we find the way

Seems like we've opened up the door
Feels like we've walked this way before
Naturally we blew
Simple things you say
Everyday you'll find the way
It amazes
Everyday

Para não me esquecer...

...

As it has been and always will...

terça-feira, novembro 16, 2010

Olhar

Quando dois olhares se cruzam, qual é a probabilidade de se voltarem a cruzar?

segunda-feira, novembro 15, 2010

Scar

«As crianças ostentam as cicatrizes como medalhas. Os amantes usam-nas como segredos a serem revelados. Uma cicatriz é o que acontece quando a palavra se manifesta em carne.»

Villas-Boas

Dá-me um certo gozo ver alguns órgãos de comunicação social estrangeiros reconhecerem o trabalho realizado até este momento por André Villas-Boas. As dúvidas que se levantaram no início parecem agora totalmente dissipadas. Será talvez a prova de que a competência e a capacidade de trabalho não têm idade. Serve também para mostrar que devemos dar uma oportunidade às pessoas e não as crucificar prematuramente.

Sempre achei que André Villas-Boas era uma boa opção para treinar o FC Porto, nunca esperei foi que os resultados surgissem tão rapidamente. E parte do gozo que sinto neste momento tem a ver com todos aqueles que agora dão a mão à palmatória e reconhecem que estavam errados. Não tem nada de mal errar e sobretudo admitir o erro, mas fico satisfeito por Villas-Boas estar a encontrar o caminho do sucesso e pelo FC Porto estar de regresso aos bons velhos tempos.
Aqui fica o artigo escrito na edição online do diário desportivo espanhol Marca.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Ditado

Existe um ditado que diz: "cá se fazem, cá se pagam". Para mim é uma verdade incontornável. Acredito que mais tarde ou mais cedo pagaremos todos os nossos comportamentos ou atitudes menos próprias. Não adianta fugir.

Acredito também que umas vezes estamos por cima e noutras por baixo. Convém não esquecer essa circunstância, sobretudo quando estamos em cima. A vida dá demasiadas voltas. A não esquecer...

quarta-feira, novembro 10, 2010

Eu vi!

Sim, vi na passada segunda-feira um dos filmes do momento. "The Social Network" ou se quiserem "A Rede Social", o filme que conta a história do aparecimento do Facebook. Li algures que é muito mais do que isso, do que o simples Facebook, sendo mais um filme em que se aborda o poder e a ambição. E realmente é verdade.

Não tem cenas com perseguições ou troca de tiros, mas a acção é bastante dinâmica, desenrolando-se por vezes a um ritmo alucinante. Do género de flashes de volta ao passado e constantes avanços e recuos no tempo de forma a explicar todos os acontecimentos. Um excelente trabalho de realização por parte de David Fincher. A destacar ainda o espantoso desempenho de Jesse Eisenberg, recriando Mark Zuckerberg, "pai" do Facebook.

Recomendo vivamente que percam cerca de duas horas da vossa vida a ver este filme. Vale a pena. Até porque "todos os mitos de criação precisam de um demónio".

terça-feira, novembro 09, 2010

Esta noite

Como se prevê que esta noite seja longa, dou-me ao luxo de pelo menos escolher a banda sonora que me vai acompanhar ao longo da jornada. Com música parece mais fácil.

Acrescento só que esta é uma adaptação musical de um poema de Pablo Neruda. Fica também um excerto do mesmo.

Me gustas cuando callas y estás como distante.

Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Ainda sábado...

Já conhecia algumas coisas de Leonard Cohen, mas o que me contaram sobre o seu concerto em Portugal despertou-me a curiosidade e fui pesquisar. Este senhor, natural do Canadá, tem um talento especial para escrever, sendo também músico. Deixo uma pequena amostra, um poema e uma música.

MISSION

I've worked at my work
I've slept at my sleep
I've died at my death
And now I can leave

Leave what is needed
And leave what is full
Need in the Spirit
And need in the Hole

Beloved, I'm yours
As I've always been
From marrow to pore
From longing to skin

Now that my mission
Has come to its end:
Pray I'm forgiven
The life that I've led

The Body I chased
It chased me as well
My longing's a place
My dying a sail

domingo, novembro 07, 2010

Life

Desiludam-se aqueles que pensam que as situações positivas só acontecem aos outros e as negativas a nós próprios. A vida é uma constante e grande rotina de acontecimentos banais. Positivos e negativos. De forma cíclica.

sábado, novembro 06, 2010

Diálogo

Chegado ao balcão do take-away para comprar comida...

Funcionária: Boa noite, o que vai ser?
Eu: queria duas sopas, por favor.
Funcionária: com ou sem molho picante?
Eu: (olhar de parvo e sem responder)
Funcionária: (colocando a mão na cabeça e baixando o olhar) Ai, desculpe, é que estou habituada a vender frango...

Este foi um dos diálogos do meu sábado!

quinta-feira, novembro 04, 2010

Música

Olhar o céu, à noite, com as estrelas por companhia, é uma boa forma de encontrar inspiração. Ou ter o céu por companhia, fechar os olhos e imaginar as estrelas que brilham nas nossas vidas.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Caminho

O caminho é mais curto ou mais longo. Mais claro ou sombrio. Mais ou menos proveitoso, melhor ou pior, bem sucedidos ou nem por isso. Que diferença faz se o caminho tem de ser percorrido de qualquer das formas. Caminhamos por onde podemos e não por onde queremos...

terça-feira, novembro 02, 2010

Ser...outra coisa qualquer

Muitas pessoas não compreendem bem o trabalho de um jornalista. Olham-nos de alto a baixo e torcem, invariavelmente, o nariz. Tentam medir-nos só com o olhar e perceber o que é que poderá sair dali. Nada, pensam muitos. Outros acham que os jornalistas são a origem de todos os males do mundo. Se corre bem, é porque nos limitamos a fazer o nosso trabalho. Quando corre mal, o culpado é sempre fácil de encontrar: "é essa cambada de incompetentes!".

Regra geral, os jornalistas não querem protagonismo. Não são parte da acção. São intermediários entre a origem da informação e o seu destino final. Tratamos a informação, não a inventamos. Não colocamos palavras na boca das pessoas, nem influenciamos decisões de qualquer espécie. Poucas pessoas têm consciência de que o jornalismo está para o bem e para o mal, não para fazer favores, mas antes ser o retrato mais fiel da realidade dos factos/acontecimentos.

Mas é claro que os jornalistas têm sentimentos, opiniões, preferências, paixões, desejos, anseios, expectativas...basicamente somos de carne e osso. Susceptíveis ao erro, a falhar nesta ou naquela situação. A margem é constantemente reduzida. Poucos, muito poucos, sabem entender o trabalho de um jornalista.

Por estas e por outras é que tantas e tantas vezes dá vontade de ser...outra coisa qualquer.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Sem comentários

«Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula*

por Daniel Oliveira

Um episódio está a aquecer o Parlamento. Nada tem a ver com os deputados. A semana passada um colaborador do grupo parlamentar do PSD foi apanhado em flagrante delito, às sete da manhã, em pleno acto com uma amiga que não trabalha na Assembleia. A coisa pode parecer apenas interessante contada assim. Mas é muito mais do que isso. O acto aconteceu na sala do plenário. Infelizmente, a interrupção não terá permitido ao arrojado casal levar a fantasia até ao fim. Há sempre um empata.

Antes que a coisa saia na imprensa e comecem as condenações morais, quero deixar clara a minha admiração pelos pecadores. Porque respeito quem faz tudo para cumprir uma fantasia. Porque deram um contributo para a dessacralização do poder, aproximando assim aquele órgão de soberania das verdadeiras preocupações dos cidadãos. E porque, por uma vez, aconteceu qualquer coisa realmente interessante naquela sala (infelizmente não consegui saber qual foi a bancada escolhida). Só lamento que, como de costume, quando realmente alguma coisa de construtiva começa ali a ser feita, seja deixada a meio. O meu abraço aos dois. Próxima aventura: Palácio de Belém?

*conhecida frase anarquista que enfeitou uma rua de Lisboa»

in blogue Arrastão