terça-feira, maio 31, 2011

...

«Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.»

Pablo Neruda

segunda-feira, maio 30, 2011

...

Mesmo cheio de pessoas à minha volta, viverei sempre sozinho com a minha completa imperfeição.

Música II

«The river has run wild tonight
The birds have stopped singing and I've lost my sight
And you
You're not around
I keep my ground
Just quiet»

sábado, maio 28, 2011

Música

Hoje...

Imagina...

Imagina o segundo que se prolonga. Caminhar livremente, sem rumo, mas no mesmo sentido. Sem ruído, sem mais ninguém a ocupar o mesmo espaço no tempo. O parar frente a frente, o olhar nos olhos, o silêncio, esquecendo as palavras para somente sorrir timidamente. O abraço partilhado, o perfume que se entranha e não se esquece mais, o toque da mão no rosto. Os braços que envolvem, o beijo que se solta. O momento irrepetível, a memória que permanece, tal e qual o sonho. Chamo-lhe bater do coração.

quinta-feira, maio 26, 2011

Música

Deixar as marcas tatuadas algures por aí.

segunda-feira, maio 23, 2011

Sadness

Como se a tristeza descesse, se interiorizasse e ficasse. Em estado permanente, por agora. E quem sabe um dia subisse, se perdesse e deixasse um leve suspiro soltar-se. Tristeza, apenas.

quinta-feira, maio 19, 2011

Este é o nosso destino!

Não tem explicação o que se sente a cada vitória. Somos muitos grandes. E melhor do que as palavras são os sons e as imagens.



Música

Uma grande versão dos Stereophonics. E porque nem tudo pode ser comparado.

segunda-feira, maio 16, 2011

Imagina

Imagina o céu completamente azul reflectido na água. O verde que completa o cenário e o silêncio que envolve, sem deixar espaço aos pensamentos melancólicos. O respirar fundo sem ser demasiado profundo, os cabelos ao vento e a música que toca ligeira ao ouvido. O sol que reflecte nos óculos, os braços que seguram a cabeça. Evadido da realidade, podendo chamar-lhe paz de espírito. Chamo-lhe momento feliz.

Música II

Porque continuo a precisar de me embalar...:)

domingo, maio 15, 2011

Música

Se existe uma voz que me consegue embalar, esta é "a voz"...

À conversa

Chamem-me o que quiserem. O certo é que cada vez mais valorizo uma boa conversa. E sobretudo pessoas capazes de terem um diálogo minimamente estimulante. Daquelas que me consigam espicaçar, fazer pensar e tentar estar à altura dos acontecimentos. Ter uma boa conversa é um grande ponto de partida.

Gosto também da diversidade de assuntos. E saltar de um tema para o outro quase sem dar conta.

sábado, maio 14, 2011

Sol

Vê o sol. Mesmo que às vezes ele não esteja lá.

quinta-feira, maio 12, 2011

Frase

Hoje

"Quando for rico contrato-te só para me ouvires"

A pensar

«Todos os dragões da nossa vida são talvez princesas que esperam ver-nos um dia belos e corajosos. Todas as coisas aterradoras não são mais, talvez, do que coisas indefesas que esperam que as socorramos»
RMR

terça-feira, maio 10, 2011

Let´s dance

Resolvi recuperar um texto escrito algures no passado. Só para acompanhar a música.

Os teus olhos são negros
Como a dança que o teu corpo balança
Com ritmo quente
E um pouco de imaginação.

Salta e segura a batida
Que transpira da emoção
E sustém a respiração só por um momento.
Noutro terás o mundo a teus pés...

Segue os teus instintos sem pudor,
Ouve o mundo aplaudir
Sem receios ou desconfianças
Vamos dançar?

segunda-feira, maio 09, 2011

O meu homónimo

Este tipo é simplesmente o maior!

domingo, maio 08, 2011

If...

Quanto vale um "se"?

Brisa

Nem sempre o vento tem a mesma intensidade. Muitas vezes é um vendaval que temos dificuldade em travar ou um tornado que destrói sem pedir licença. Que se levanta sem explicação aparente, nos deixa sem reacção ou possível antecipação. Surpresa. Somos apanhados de surpresa.

Prefiro a brisa que sopra lenta e toca ao de leve a nossa face. Como as pontinhas dos dedos de alguém que percorre o nosso cabelo, os contornos do rosto e termina no peito. A brisa que nos faz fechar os olhos, na esperança de vermos o azul (ou verde) do futuro que nos aguarda.

Um vento suave, moderado, ameno, sem estragos, mas que consigo traga o que de bom precisamos encontrar.

Música

Grande forma de terminar o sábado...

Boa noite...

Esta tarde

Não é preciso muito para se ter felicidade. Uma tarde chega. Mesmo sem nada demasiado especial. Sem grandes situações combinadas. Deixar rolar, fluir lentamente e ir com a maré. Como digo ultimamente, o que tiver de ser, será. E foi assim. Como a música cantada a altos berros durante a viagem. Tu percebes...

sábado, maio 07, 2011

Quote

«A anedota é antiga. Duas velhinhas estão numa estância de férias. Uma diz: "A comida aqui é completamente horrível". E a outra: "É. E as doses são tão pequenas". É assim que me sinto em relação à vida. Cheia de solidão e infelicidade, e sofrimento, e desgostos e acaba tão depressa.»

"Annie Hall", Woody Allen

quinta-feira, maio 05, 2011

Whatever

Bom dia...
Hoje é assim...

...

Fiquei sem palavras para explicar o que quer que seja. Hoje o tempo parou e eu fiquei lá preso para sempre.

segunda-feira, maio 02, 2011

Para não esquecer


Coloquei na minha secretária...

domingo, maio 01, 2011

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

Não deixa de ser curioso. O nome da rua onde moro é Rua Mário Cesariny... ;)

Words

Com as palavras, por míseras que sejam, podemos fazer alguém sonhar, simplesmente acreditar. Uma palavra sozinha pode fazer toda a diferença. Por exemplo: "atitude". Outras, também sozinhas, servem para nos lembrar o que fazer: "sorrir", "acreditar". Palavras, muitas, juntas, dão sentido a um qualquer pensamento ou emoção que pretendemos transmitir.

Palavras bem ou mal ponderadas podem fazer a diferença entre o completo sucesso e o rotundo fracasso. Dizem que devemos aplicar a palavra certa no momento certo. As palavras podem perder-se oralmente. Escritas duram para a eternidade. E escrever palavras é também uma arte, sobretudo junta-las com um alcance para além do evidente. Mas de que serve se ninguém ler? Nada começa e acaba na cabeça do autor das palavras. Necessita da continuidade do leitor, com a sua interpretação e sentir de tudo o que está no papel.