domingo, janeiro 28, 2007

É preciso cautela

Num desses programas sobre a vida animal, ouvi algumas afirmações estranhas. O episódio era dedicado aos leões e a certa altura diz o locutor: "alguns leões atacam por trás"! Estranhei...

Passado um bocado, surge no ecrã uma imagem de um búfalo a ser atacado por três leões. Sustenta o narrador: "...três leões atacam um búfalo por trás...". Até para ser búfalo é preciso ter alguma sorte na vida!

Ao mesmo tempo acho que não é de mais pedir a todos os locutores da vida animal espalhados por esse país fora que tenham mais cuidado na escolha das palavras. As mentes pecaminosas deste Portugal ficam logo a pensar coisas estranhas.

sábado, janeiro 27, 2007

Mandamentos

Li isto numa revista por aí e achei alguma piada. Por isso, decidi partilhar...

Os 13 Mandamentos do Século XXI

1. O amor eterno chega a durar seis meses.

2. Não entres no mundo das drogas. Somos muitos e há pouca.

3. Ter a consciência limpa é sinal de má memória. Toma suplementos.

4. No casamento, vale mais enganar que ser enganado.

5. Os honestos são simples inadaptados sociais.

6. Quem luta contra a corrente pode morrer electrocutado.

7. O último a rir não percebeu a anedota.

8. A escravatura não foi abolida. Passou a 8 horas por dia.

9. Se a montanha vem até ti, foge dela. Trata-se com certeza de um desmoronamento.

10. Se não atropelares o tipo da frente, será atropelado pelo tipo de trás.

11. Não tomes a vida muito a sério, não sairás vivo dela.

12. A piada não é ganhar, mas fazer o outro perder.

13. Príncipe encantado só há um e está na cama com a Cinderela.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Um apontamento

Na semana que passou, eu e o Pedro Sá tivemos a oportunidade de entrevistar um guarda-redes famalicense que recentemente assinou pelo Desportivo das Aves: o Zé Eduardo.

Foi uma entrevista muito fácil de fazer porque o entrevistado era bom, o que facilita, e muito, o trabalho do jornalista. Só para contextualizar, o Zé Eduardo foi formado nas camadas jovens do FC Porto e depois partiu para duas experiências no estrangeiro. A primeira, não tão bem sucedida, onde jogou na Roménia ao serviço do National de Bucareste. A outra, em Israel, onde actuou durante duas épocas ao serviço do Hapoel de Jerusalém.

Entre muitas outras coisas interessantes, o guarda-redes famalicense falou sobre a experiência em Israel e a vivência naquele país que qualificou de "seguro". Ora, certamente que qualquer português pensa em tudo menos nisto porque o que nos chega pelos meios de comunicação social não transmite essa realidade. E Zé Eduardo comprovou isso com números, referindo-se aos atentados em Espanha e nos Estados Unidos que mataram bem mais pessoas do que todos os que foram feitos em Israel até à data.

Foi ainda mais longe, dizendo qualquer coisa como isto: "se em Israel só mostrarem imagens do Casal Ventoso que ideia irão ter os isrealitas dos portugueses?". Bem observado. E isto remete-nos para questões bastante mais interessantes. Porque na verdade nem tudo o que passa na televisão transmite fielmente a realidade das coisas. E daí termos ideias erradas acerca de uma enormidade de assuntos.

Cultura

A expressão "OK" surgiu durante a Guerra da Secessão: se as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escrevia-se numa placa imensa "O Killed" (zero mortos), ou seja, tudo bem!

Já agora, e como hoje estou um mãos largas, fiquem também a saber que somos incapazes de fazer cócegas no próprio corpo (propositadamente) porque o cérebro prevê os nossos movimentos antes que elas aconteçam...

Outros estudos revelaram que as pessoas louras têm essa capacidade...

domingo, janeiro 21, 2007

Mudanças

A semana que passou foi particularmente feliz. Pessoal e profissionalmente. E por vezes custa até a acreditar que aconteçam coisas boas.

As novidades trazem responsabilidades. E só posso prometer empenho, dedicação e dar o máximo para não desiludir ninguém. Espero que continuem a acreditar e a apostar em mim...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Para ti...



You give me something...

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Grandes portugueses

«Ora, esta coisa da eleição dos cem grandes portugueses faz de nós todos pequenos portugueses ou, no máximo, portugueses médios ou assim-assim e essa é a maior das injustiças. Grandes portugueses são aqueles que acordam todos os dias às seis da manhã, para tomarem um banho a correr se quiserem ter água quente para dar banho também aos filhos que já nasceram numa maternidade espanhola e que é preciso agasalhar porque estudam numa escola sem aquecimento aonde chegam depois de duas horas num autocarro comprado em segunda-mão a um sucateiro alemão.

Grandes portugueses são aqueles que apanham sete autocarros para chegar ao emprego a que nunca faltam apesar dos caprichos dos STCP ou da Carris, tanto faz, e cumprem o horário de entrada mas flexibilizam o de saída e não recebem horas extra porque vivem sob a ameaça de deslocalização da empresa para o extremo-oriente.

Grandes portugueses são aqueles que enchem o metro, os comboios e os autocarros no regresso a casa onde todos os dias fazem o milagre da multiplicação dos pães que dividem pela família antes de tentarem esquecer tudo em frente à televisão que lhes explica que é muito bom ser-se pobrezinho e que os ricos são todos muito infelizes.

Grandes portugueses são aqueles que, ao fim de mais um dia destes, têm uma paciência inesgotável para os filhos que sentam no colo, enchem de mimos e educam para também eles poderem ser, um dia, grandes portugueses»


Jorge Maia, in O Jogo

domingo, janeiro 14, 2007

TSF esqueceu-se de Santana

«A TSF não passou esta segunda-feira, dia 8, a crónica de Santana Lopes, apesar de ter sido gravada. Santana ligou ao director da TSF, José Fragoso, que não sabia o que se passara. "Foi uma falha do técnico, que gravou a crónica numa pasta informática com a data de dia 5", assumiu Fragoso à SÁBADO».

Notícia da revista Sábado, semana de 11 a 17 de Janeiro de 2007


Afinal não é só nas rádios locais que existem falhas. Erros e esquecimentos fazem mesmo parte de todas as profissões e de todas as empresas. Por isso, ninguém se fica a rir...

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Alguém me explique...

Gostava que alguém me explicasse como é que Luisão, jogador do Benfica, é apanhado a conduzir sob o efeito do álcool e não fica inibido de conduzir. Safou-se com umas horas de trabalho comunitário, mas pode continuar a conduzir. Segundo ouvi no noticiário, como é figura pública o exemplo é dado com trabalho comunitário.

Pergunto: como seria se fosse eu ou outro qualquer a ser apanhado pela Brigada de Trânsito nas mesmas circunstâncias? Dois pesos e duas medidas é o que é! Mas é o país que temos...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Lacunas

No passado domingo, a Oliveirense jogou com o Desportivo das Aves para a Taça de Portugal. E qual não foi o meu espanto ao ver quase todos os jornais desportivos nacionais a errarem nas matérias relativas a esta partida. Na generalidade escreviam que a Oliveirense jogava na 2ª divisão, já para não falar na constituição da equipa da Oliveirense avançada pelo Record no dia da partida.

Não consigo perceber como é que jornalistas especializados em desporto falham numa matéria tão simples. Bastava que investigassem um pouco para não cometerem erros. Uma básica pesquisa na internet seria suficiente para escreverem informações correctas. E se quisessem chegar mais longe, podiam sempre recorrer aos órgãos de comunicação regional, uma vez que acompanham de perto as equipas que jogam nos escalões inferiores do futebol nacional.

Uma lacuna que podia muito bem ser suprimida se estivessem mais atentos.

domingo, janeiro 07, 2007

Linguagem para crianças

Quando lidamos com crianças temos a natural tendência para simplificarmos as palavras, de forma a que os petizes se possam fazer entender melhor. Diria mesmo que existe um dicionário próprio para os mais pequenos. Tipo “mémé” significa nariz, “pópó” significa carro, “chichinha”significa carne e por aí fora.

O que desconhecia é que nós, os mais graúdos, conseguimos contribuir para a riqueza deste vocabulário. Delirei, aliás, delirámos com a nova palavra criada por uma colega de profissão. “Tu és uma papona!”. Desta forma terminou a referida colega uma breve conversa com a filha, referindo-se àquilo que ela tinha comido ao jantar.

Ora, “papona” é uma palavra muito engraçada que neste contexto poderia ser substituída por comilona. Mas até compreendo porque “papona” vem nitidamente de “papar” que para as crianças é o mesmo que comer. Certamente que a filha da minha colega percebeu o que a mãe estava a tentar dizer. Esperemos…

sábado, janeiro 06, 2007

Babel

Recentemente vi no cinema o mais recente filme do realizado mexicano Iñárritu. Depois de Amor Cão e 21 Gramas, chegou agora a vez de Babel que correspondeu às minhas expectativas. Um filme com mensagem e que está bem conseguido. Sem deslumbrar conta uma história coerente que nos agarra ao conteúdo na ânsia de sabermos o que se passa a seguir.
Aquilo que me parece bastante interessante é a forma como o realizador liga quatro histórias e quatro cenários distintos, permitindo ainda conhecer diferentes modos de viver. Já para não falar no facto de um acontecimento ter tantas implicações na vida de pessoas que parecem aparentemente fora do contexto do filme. Daí o mérito que deve ser dado a Iñárritu.
Quanto às prestações dos actores mais conceituados, acho que deixam algo a desejar. Gael Garcia Bernal aparece pouco e não tem um papel exigente, Brad Pitt também não arrebata como noutros filmes e Cate Blanchett está ao nível de outros filmes, ou seja, demasiado secundária e sem espaço para brilhar. Gostei dos dois rapazitos marroquinos que afinal de contas são personagens centrais ao desencadearem toda a trama de Babel.
Recomendo o filme a todos os apreciadores de cinema já que serviu para eu colocar Iñárritu na minha lista de realizadores favoritos, juntamente com Anthony Minghella e David Fincher.