domingo, julho 28, 2013

Para ouvir

Domingo...descanso...música...

Frase

«O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz...»

sábado, julho 27, 2013

O mundo é pequeno

Pode parecer que não, mas o mundo é um lugar muito pequeno. Para além de estranho. Como se fossemos todos vizinhos num pequenito bairro de uma qualquer povoação. Muito para além do simples facto de encontrarmos uma cara conhecida no ponto mais improvável do Globo.


Já consegui comprar uma t-shirt em Amesterdão fabricada em Braga. Assim como calçado de uma marca espanhola, numa loja de Lisboa, fabricado em Portugal. Ou ainda uma peça de roupa comprada em Lisboa e fabricada em Ribeirão. Também para não falar de um tecido adquirido por balúrdios no estrangeiro e que quando o comprador descobriu, o dito cujo tinha sido produzido na sua própria fábrica no concelho de Famalicão. Bem, mas neste caso eu não fui o comprador.

Isto da globalização é assustador. Para além de estranho e pequeno. Assustador.

quarta-feira, julho 24, 2013

Sol e Lua / Dia e Noite

Entre o Sol e a Lua, o Dia e a Noite. Escolho a Lua. Mais misteriosa e que fico a observar durante a noite. O Sol não se deixa observar. Escolho a Noite. Porque me inspira. É romântica, aconchegante, silenciosa, guardada em si. 

terça-feira, julho 23, 2013

Palavra

Vamos flanar?

Anjos e demónios

Todos os anjos são afinal demónios vestidos sob uma capa branca e um par de asas para voar. Em voos altos ou rasantes, consoante o tamanho da batida de cada asa.

Exposição

Ontem. Joana Vasconcelos. Palácio da Ajuda. Lisboa.

segunda-feira, julho 22, 2013

Link

Se o amor é fodido, a paixão é do caralho

Frase

"Talvez as vozes lhes sobrevivam e se propaguem para sempre, como a luz de uma estrela que já morreu."

In Debaixo de Algum Céu

O cheiro

O cheiro pode dizer muito de uma pessoa. Se está suja, limpa, lavada, fresca, com cheiro esquisito. Que se nota, como se estivesse perto mesmo a milhas de distância, influenciando a nossa atitude perante o cheiro, o portador. Também é possível pedir um cheiro emprestado. Designado por perfume e que mesmo não sendo um odor natural do corpo revela muito da pessoa que o usa. Se não for mais, o gosto de quem o transporta.


Acabamos por guardar os diferentes cheiros que se cruzam com os nossos narizes. Fazemos associações de que aquele determinado cheiro pertence àquela pessoa em particular. Os sítios também têm o seu cheiro característico. O cobertor, a roupa, a praia, a maresia, a terra molhada pelas gotas de chuva lentas após um longo período de seca.

Muitos cheiros reconhecemos instantaneamente. Fazemos a ligação, identificamos. Sem precisarmos de ter connosco um pequeno frasquinho e a amostra em forma de liquido do cheiro que gostamos. Embora dê jeito para encostarmos o nariz, aspirar ligeiramente, devagar a saborear, e viajarmos até onde o cheiro nos leva. Mesmo sendo impossível de o esquecer.

domingo, julho 21, 2013

Gatos

Já escrevi sobre este gato. Sobre a boa vida dos gatos.


Debaixo do céu

"Quando alguém conta um dia ou uma vida está a calar quase tudo, as vidas são imensas e não se podem contar só por palavras. Haveria que inventar artes de encher silêncio e de descobrir nele o peso do que somos. O que se é só se pode encontrar no que não é dito, nas culpas deixadas dentro, nos castigos que se vão escolhendo.

Oito dias são pouco tempo na vida de uma pessoa, mas nascer é só um dia e morrer também. Há alguns maiores e outros que nada importam, há semanas grandes como anos e horas infinitas, o tempo de uma vida é descontínuo e assimétrico.
Quem sobreviver aos dias lembrar-se-á deles. Com choro ou com a alegria toda de se ver são. Quem são se encontre, quem lhes tenha resistido sendo ainda quem foi."

In Debaixo de Algum Céu

sábado, julho 20, 2013

Livro

A vida é como um livro. Mais ou menos capítulos, uma história, vários caminhos, imensos dramas e tramas. O suspense de amanhã, a incerteza do desenrolar do tempo que cumprirá diferentes vontades. Incertezas quanto à forma como terminará, cumprindo de perto as expectativas ou defraudando-as no derradeiro momento das contas finais. Existem sempre, tal como um fim. 


O livro tem um escritor que coloca muito de si na sua obra. Até sem dar conta, de forma superior à sua vontade. Escreve tal e qual como respira, improvisando acções, acontecimentos, pormenores escassos e imperceptíveis. Que acontecem à medida das histórias que vai cruzando e contando.

Tudo como uma mão que embala as palavras e as transforma num livro, numa história de vida. A mão comandada pela razão do coração. Ou talvez de improviso.

Quote

"Chegamos sempre cedo de mais para os deuses, tarde para os homens"


In Madrugada Suja