segunda-feira, janeiro 26, 2015

«Aprender de Cor quem Amamos: Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona.»

Miguel Esteves Cardoso, in "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"

quarta-feira, janeiro 14, 2015

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Eras tu e não eu. Que colocavas todas as vírgulas da vida no devido lugar. O texto começou de uma folha em branco breve. E transformou-se até desaparecer na eternidade. Tanto que deixei de ser eu. E  só ficaste tu.

segunda-feira, dezembro 22, 2014

L


quarta-feira, dezembro 17, 2014

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Faz dos sonhos, realidades, das incertezas, convicções. Permite soltar um sorriso tímido, mas sentido. Da janela vejo o sol que por vezes quer espreitar. A chuva, o vento e o mau tempo servem como vendaval purificador dos dias maus. Porque depois desses dias chegam sempre dias melhores.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Dias sem fim


Dias sem fim


quinta-feira, novembro 13, 2014

É por isto

«Dizem que quem parte não leva nada. Mas não é verdade. A Carolina pode não ter levado esta medalha, mas levou todos os bons momentos que por aqui passou. O que é importante não está fora de nós.»

quarta-feira, novembro 12, 2014

gostar

As pessoas vão gostar de mim pelo meu empenho e dedicação. Pelo meu profissionalismo, pelo meu trabalho, pela forma como consigo completar cada objectivo. As pessoas vão gostar de mim, independentemente da forma como o meu cabelo está penteado ou despenteado, curto ou comprido, branco, preto ou castanho. As pessoas vão gostar de mim esteja eu vestido de fato e gravata, sapatilhas, calças rotas no joelho, camisa fora das calças. As pessoas vão gostar de mim sem olharem para a forma como fico sem jeito quando me elogiam ou chamam a atenção. Ou sempre que cometer um erro e me arrepender, responder de forma brusca e pedir desculpa pouco depois. Nos dias bons e nos dias maus, quando acordar mal disposto e ficar calado um tempo infinito. As pessoas vão gostar de mim sem ligarem às formas do meu corpo, às marcas tatuadas nos meus braços, aos pêlos na minha cara depois de uma semana sem desfazer a barba. As pessoas vão gostar de mim pelo tamanho do meu coração, pelos sentimentos que desperto e me despertam, por aquilo que eu sou, despidos dos trajes do preconceito e das ideias pré-concebidas. As pessoas vão gostar de mim por aquilo que serão capazes de conseguir ver para além das aparentes evidências. Independentemente de tudo. Ou então não.