domingo, março 31, 2013

Saudade no plural

saudades
s. f. pl.
6. Cumprimentos a alguém (ex.: manda-lhe saudades minhas).

A escrever

Vou escrever e escrever e escrever e escrever. Ah...e não me vou esquecer também de...escrever....

sábado, março 30, 2013

Nomes

Numa curta pesquisa, descobri isto a propósito do meu último nome (Marques):

"Nome que provém de Marte, o Deus da Guerra"

Método

A tentar arranjar método para uma nova concretização. Será precisa dedicação. A tarde é para isso.

quinta-feira, março 28, 2013

Coração

Gosto quando ouço falar do fundo do coração.

quarta-feira, março 27, 2013

Palavra II

almarear

Palavra

alma

terça-feira, março 26, 2013

Harmonia

Assim como os dias passam, a luz se transforma em escuridão, no vai e volta do tempo. Sem parar, sem espaço para respirar, sem forma de definir o destino. Entregue nas mãos do acaso, deixando tudo ao eterno desconhecido.

As vidas passam, da mesma forma que os dias. E as noites e o céu negro numa imensa solidão do vazio. Nada. Apenas uma Estrela, lá longe, só, perdida no abismo sem fim. Iluminada, brilhante, insuficiente para preencher um denso buraco negro.

Numa noite avistou a Lua. Imponente, cheia, num brilho que parecia cobrir com um manto de luz a imensidão do céu. Sem escolher, a Estrela aprendeu a partilhar a noite com a Lua. Como se nada mais se passasse no céu. Contava as horas de luz, durante o dia, à espera que noite chegasse.

A Estrela apaixonou-se pela Lua. O amor cresceu. E a Estrela fica sempre no céu à espera do regresso da Lua, quando a noite cai. Espera a sua harmonia, o seu complemento, o seu amor.

"Kyekye pe aware"

segunda-feira, março 25, 2013

Pausa

«Dizem que as fotografias não mentem, mas esta é a maior mentira que já ouvi […] Nisso, quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá, as fotografias não mentem – esse instante existiu mesmo. Porem, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que dois amantes felizes e abraçados numa fotografia ficaram para sempre felizes e abraçados, é por isso que não gosto de olhar para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição – quando mais seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficamos aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão ‘’pausa’’ no filme da vida.»

No Teu Deserto

sábado, março 23, 2013

Palavras

Estranho ou diferente? Esquisito ou especial? Desbocado ou sincero? Florzinha ou sensível? Picuinhas ou cuidadoso? Antiquado ou cavalheiro? Disparatado ou com o coração perto da boca?

A escolha das palavras faz toda a diferença.

quinta-feira, março 21, 2013

Perder

Por nos perdermos uma vez não quer dizer que nos vamos perder mais vezes e muito menos que iremos ficar perdidos para sempre.

Persistência

«A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.»


quarta-feira, março 20, 2013

O vazio

Quando alguém parte fica sempre um vazio que nunca mais se apaga. Apenas vamos criando outros espaços preenchidos que nos mantêm distraídos dos vazios.

Um sentimento

A minha religião é a dos sentimentos. Eu acredito nos sentimentos das pessoas como o que nos guia ao longo da nossa jornada. Os sentimentos é que nos distinguem e aproximam dos outros. Nos mantêm próximos, numa união que explica a razão de tudo o resto.

Sou pelos abraços sinceros e apertados que não têm preço. Pelo gostar verdadeiro que não tem medo de ser gritado a plenos pulmões. E não do sorriso vestido a preceito a mando de uma qualquer religião.

Esta religião não existe mas eu sigo-a. Talvez porque sou dos afectos com que fui criado, dos sentimentos sinceros que me foram mostrando. Os sentimentos são o que nos une e separa. Separam o bem do mal, nos salvam quando mais precisamos. Sem sentirmos o que nos entra na pele e chega ao coração, quase sem darmos conta, jamais conseguiremos viver da forma como respiramos. Seguindo o que sentimos.

segunda-feira, março 18, 2013

O meu parceiro da sueca

Nas ocasiões festivas, sobretudo no Natal e no Ano Novo, existe o velho hábito de jogar cartas. Normal. Quatro homens da família juntam-se, arruma-se a mesa, procuram-se as cartas, contam-se para termos a certeza de que o baralho está completo. Arranja-se papel e esferográfica para a contabilidade das vitórias e já não é preciso mais nada.

Nesta altura, antes do jogo começar, o meu avô diz: "Eu jogo com o Bruno". E pronto, o meu parceiro da sueca é o meu avô. Não me lembro de jogar à sueca com outro parceiro que não o meu avô. Como também não me vou esquecer que no último Natal formámos dupla e ganhámos sem qualquer hipótese para a dupla adversária. No caso, o meu pai e o meu tio. Na verdade, praticamente existe um tratado, um protocolo escrito em que sempre que existam cartas sobre a mesa, o mais novo e o mais velho da família jogam juntos e dão uma lição aos outros dois. Mesmo perdendo em partidas. Porque o que conta é tratar bem as cartas, respeitar o jogo nas mãos. E isso, juntos, nós sabemos fazer.

Ontem perdi o meu parceiro da sueca. Mesmo assim terei de continuar a jogar cartas porque sei que o meu parceiro quer que assim seja. Sem desprimor para o meu próximo parceiro, a sueca nunca mais será a mesma. Mas irei a jogo.

Fecha-se um capítulo mas a história continua. Com mais uma memória a juntar às bolachas com queijo da minha avó. Junto o meu parceiro da sueca e a vitória estrondosa do último Natal. Para sempre.

quarta-feira, março 13, 2013

Liberdade

Hoje li que Portugal é o país onde é mais fácil levar um banco à falência do que registar uma qualquer marca para comercializar. O país onde é mais fácil "vender" a ideia de um aeroporto ou do TGV, sem qualquer utilidade prática para a população, do que vender um qualquer produto nacional no nosso território ou no estrangeiro. E realmente é verdade.

No mesmo texto, estava também escrito que a liberdade não é só poder dar a opinião onde se quer, sobre o que se quer e quando se quer ou poder criticar tudo o que mexe com o nosso dia-a-dia. A liberdade é uma coisa mais séria. Muito séria. A liberdade é a responsabilidade de escolher, de não nos demarcarmos das nossas responsabilidades. E por aí passa a escolha séria, racional, daqueles que nos governam. Daqueles que nos representam. E essa liberdade os portugueses ainda não aprenderam a lidar com ela.

...

«it's not much of a life you're living
it's not just something you take, it's given»

domingo, março 10, 2013

quote

"A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente."

Albert Einstein

sexta-feira, março 08, 2013

Três

Um sorriso
Escondido, sem siso.
Desponta perene
Ao primeiro raiar do dia.

Um olhar
Perdido, sem par.
Encontra ocaso
No culminar de uma linha.

Um abraço
Amarrado, sem laço.
Aponta omisso
A luz, ao longe.


quinta-feira, março 07, 2013

E se...

E se o próximo for mais ou menos assim?

"Na madrugada de 2 de Agosto de 2012 uma aeronave espanhola despenhou-se na aproximação à pista do aeródromo de Lavacolla, Santiago de Compostela. Piloto e co-piloto perderam a vida na sequência do acidente. O avião despenhou-se após perder o contacto com a torre de controlo e as autoridades apontaram para a falha de instrumentos, nomeadamente de altitude, e o nevoeiro como causa da queda. Os dois espanhóis estavam ao serviço de uma empresa de aviação contratada pela Organização Nacional de Transplantes (Espanha)."

em doses pequeninas e moderadas

A razão é racional, ponderada, fria, serena, calculista, pensativa, moderada, factual, decidida e irredutível.

A emoção é louca, instável, exacerbada, transtornada, inconstante, apaixonada, intempestiva, irrequieta, sensorial e afectiva.

Viver sem emoção é rejeitarmos a existência, esquecer o toque da pele contra a pele, o calor tão humano de se sentir. E as sensações que nos fazem estremecer por dentro, de forma involuntária, são tão somente emoções a fervilhar. Com a razão como a forma única de as explicar. E moderar, em doses q.b..

quarta-feira, março 06, 2013

A minha vida é uma chávena de café

No passado sábado estive no Café Majestic, no Porto, como orador, na apresentação do livro "A Vida é uma Chávena de Café", o terceiro livro da autora Anabela Pinto. Antes da apresentação escrevi um texto que serviu de base àquilo que foi a minha intervenção. Aqui fica a partilha:

" - Primeiro: agradecer o convite da autora (Anabela Pinto) para estar aqui presente para a apresentação do livro “A vida é uma chávena de café”, terceiro livro editado.

Antes de mais quero dizer que se a vida é uma chávena de café, então eu gosto do conteúdo da vida e geralmente tomo duas vidas por dia. E dizer que a vida é uma chávena de café é o mesmo que dizer que por vezes a vida escalda ou está demasiado quente, que a vida é morna ou azeda, que pode ser exageradamente doce, que pode ser excitante. A vida é também um acto social, um ponto de encontro, uma partilha ou um prazer solitário.

Os livros existem para serem partilhados, para nos fazerem pensar nos assuntos e geralmente o seu conteúdo revela alguma coisa sobre quem os escreve. O escritor está presente, com maior ou menor relevo.

E neste caso, mesmo não conhecendo muito bem a autora, arrisco dizer que terá muito das vivências da Anabela. Daquilo que ela pensa sobre determinados assuntos e que no fundo todos nós procuramos aquilo que ela chama, no livro, de “dicotomia perfeita”.

Este livro é sobre a dicotomia perfeita entre Vitória e Gustavo. Porque são as duas metades que se encaixam, funcionando na perfeição. (isto apesar de não se conhecerem pessoalmente). O que por si só poderia à partida ditar uma dicotomia imperfeita. Mas a parte física, o contacto pessoal, ao vivo e a cores, vale significativamente pouco nestas circunstâncias. Porque tudo o resto, a emoção, o sentimento encontram a perfeita harmonia na junção das duas metades. A tal, dicotomia perfeita.

“A vida é uma chávena de café” tem a capacidade de nos fazer reflectir sobre um tema que é profundo e que pertence a toda a gente. Porque todos procuramos a metade que nos completa e encontrar a parte que faz tudo funcionar na perfeição. No fundo, o nosso preenchimento que guiará à felicidade. Que pode ter as mais variadas formas e ser pouco convencional. É suficiente que apenas duas pessoas o sintam num mesmo sentido.

A fechar, dizer que gostei da nova palavra criada no livro ("Amoro-te") e sugeria uma nova para um próximo livro: "Adamo-te"."

Jogo

«A vida é um jogo. Viver é uma regra. Desistir é batota.»

segunda-feira, março 04, 2013

At last


FC Famalicão

Que saudades destas épocas e desta época em particular. A memória dos jogos que não falhava por nada deste mundo e sempre na companhia do meu pai, do meu tio e do meu primo. Das idas ao futebol, no carro, a ouvir a constituição das equipas no rádio e a ansiedade de chegar rápido ao estádio. E vibrar pelo FC Famalicão! Como ainda hoje. Na certeza de que um dia voltaremos onde merecemos estar.

domingo, março 03, 2013

O Clássico

O Clássico de ontem entre Sporting e Porto foi tudo o que se esperava, inclusive o resultado. Um Sporting defensivo, a tapar todos os caminhos para a baliza de Rui Patrício e a apostar nas saídas rápidas em contra-ataque, de forma a aproveitar os espaços concedidos pelo Porto. Do outro lado, um Porto igual a si próprio, fiel ao seu estilo de jogo, trocando a bola, tendo muita posse e controlando por completo o jogo.

À semelhança dos últimos encontros dos portistas, foi uma partida de sentido único, onze jogadores atrás da linha da bola (os do Sporting) e um Porto incapaz de encontrar a eficácia necessária para expressar em golos o domínio exercido. E basicamente é isso que tem faltado ao Porto, dando azo a que no final dos encontros os comentários atribuam à equipa adversária as melhores oportunidades de golo e uma exibição mais conseguida.

Sem tirar o mérito à táctica apresentada pelos adversários, porque defender bem e saber contra-atacar também tem que se lhe diga, não podemos esquecer que o futebol apresentado pelo FC Porto é bonito e um hino ao bom futebol. Têm faltado os golos cedo a favor e pior do que isso, nos dois últimos jogos em casa para o campeonato, o Porto tem entrado a perder. Ora, essa situação acentua ainda mais as dificuldades de quem assume o jogo e quer ganhar.

No jogo de ontem, é óbvio que o Sporting conseguiu um grande resultado. Foi o resultado que queria. Somar um pontinho. E é óbvio que tiveram boas ocasiões para marcar. Porque uma equipa que assume o jogo, que quer ganhar, assume maiores riscos, dá mais espaços no seu sector recuado e dessa forma torna-se mais fácil para o adversário sair para o ataque. O Sporting jogou em casa mas não me lembro de um Clássico em que a equipa da casa tenha defendido tanto e com tantos jogadores como aconteceu ontem com os leões. Dizer que o Sporting jogou melhor ou que o Porto jogou mal não é necessariamente verdade. O Sporting conseguiu o seu objectivo, o Porto não. Isso conta em futebol, mas nem tudo se resume a isso. Eu prefiro ver o Porto jogar bem, deixar boa imagem e dignificar o espectáculo. Mas isto é só o que eu acho.