terça-feira, janeiro 31, 2006

Match Point

“O homem que disse ‘Preferia ter sorte do que ser bom’ (‘I´d rather be lucky than good’) examinou profundamente a vida. As pessoas têm dificuldade em lidar com o facto de grande parte das suas vidas depender da sorte. É assustador pensar nas coisas que estão fora do nosso controlo. Em certos momentos de um jogo quando a bola bate no topo da rede e numa fracção de segundo ela pode prosseguir ou cair. Com um pouco de sorte, a bola avança e tu ganhas…ou talvez não e tu perdes.”. É desta forma que começa o novo filme de Woody Allen.

Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers), um ex-jogador profissional de ténis, dedica-se a dar aulas de ténis num clube em Londres. Conhece Tom Hewett (Matthew Goode) e rapidamente se tornam grandes amigos. Chloe (Emily Mortimer), irmã de Tom, apaixona-se por Chris e casa com ele. O problema é a atracção que Chris sente por Nola (Scarlett Johansson), a belíssima noiva do seu amigo Tom. A atracção rapidamente se torna em obsessão. O passo seguinte é o grande dilema entre o dinheiro e o amor. Uma história igual a muitas outras, mas apresentada de forma sublime por Woody Allen. O filme é de uma beleza extraordinária. E não estou só a referir-me a Scarlett Johansson (esta mulher é um espanto!).

Não estava muito inclinado para ver este filme porque não sou grande fã do realizador. No entanto, vi e gostei muito. É um daqueles filmes que nos deixa a pensar durante semanas. Remete-nos para o papel da sorte nas nossas vidas e para as consequências da nossa ambição.

“No matter how good life seems… There is always one thing you can never have. Between love and lust. Between all or nothing. Between guilt and innocence. There is a point of no return…”

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Factos improváveis

Parece que tudo o que parecia improvável aconteceu neste fim-de-semana. O Sporting venceu na Luz, virando um resultado desfavorável. Ninguém se queixou da arbitragem no final e o derby acabou sem casos. Mais, Luís Filipe Vieira e José Veiga não abriram a boca no final da partida. Como se isso não bastasse, Portugal acordou coberto de neve na manhã de Domingo. Neve no Alentejo (parece mentira) e por exemplo em Lisboa, algo que não acontecia desde 1954. Quando menos se espera somos surpreendidos.

Já que toco o universo das improbabilidades, acrescento acontecimentos improváveis. Um deles é ver um treinador português culpar os seus jogadores (e não o árbitro) por um resultado negativo. Este fim-de-semana vi um exemplo desse mau hábito. José Mota, treinador do P. Ferreira, culpou o árbitro pelo desaire (1-0) com o Boavista. Isto depois dos jogadores pacenses terem falhado golos de baliza aberta e oportunidades que davam para aplicar uma goleada. Péssimo hábito este dos árbitros serem sempre os culpados de tudo.

Outro acontecimento improvável é acabarem com as substituições nos períodos de desconto. Qual é a lógica de atribuir minutos de desconto por tempo perdido e depois permitir substituições para “queimar” tempo. Muitas vezes o jogador que entra mal dá uma corrida. Para que serve a substituição? Serve para os responsáveis das equipas terem a possibilidade de optarem pelo anti-jogo. Vale tudo pelo pontinho.

Para terminar, algo improvável há uns meses atrás. Ricardo, o mal amado da Selecção Nacional, é titular indiscutível no Sporting e os seus mais directos concorrentes (Vítor Baía e Quim) estão consignados ao banco de suplentes. Ironia do destino ou menos uma dor de cabeça para Scolari?

domingo, janeiro 29, 2006

Caminho para o EURO 2008

Portugal ficou no grupo A de qualificação para o Euro 2008, a realizar na Áustria e Suíça. O grupo de Portugal é o único com oito equipas. De cada grupo apuram-se duas formações.

A sorteio ditou que teremos de medir forças com os seguintes países: Polónia, Sérvia e Montenegro, Bélgica, Finlândia, Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão.

Em breve uma análise detalhada da valia de cada uma destas Selecções.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Baía ou Helton?

Voltou a cair o Carmo e a Trindade quando o teimoso treinador holandês do FC Porto (Adriaanse) substituiu Vítor Baía por Helton. À semelhança do que aconteceu com Jorge Costa, os meios de Comunicação Social não perdoam nada ao treinador e à estrutura portista. Parece-me que o treinador mudou a equipa porque o Porto perdeu na Amadora. Foi coerente porque a última grande revolução (a primeira de duas) aconteceu precisamente depois da primeira derrota interna (no Dragão com o Benfica). Concordemos ou não, Adriaanse foi contratado para tomar decisões e a realidade é que o FC Porto é líder no campeonato.

Antes desta alteração, a crítica clamava por uma oportunidade para Helton. Todos ficavam incomodados por verem um guarda-redes de qualidade ser o eterno suplente de Baía. Agora que teve a sua oportunidade, todos mudaram de opinião. Helton tem valor para ser o titular e Baía é um símbolo do clube, com um palmarés único. Qualquer um tem legitimidade e valor para ocupar a baliza do FC Porto. A mudança operada pelo treinador não é criticável. Criticável é o timming escolhido para a fazer. Baía ia cumprir o jogo 400 no campeonato e não devia ter saído da equipa depois de sofrer um “frango”. Saiu fragilizado. A ideia que ficou é que ao mínimo erro, Adriaanse pune sem olhar a nomes, quando na verdade Vítor Baía foi mais vezes o salvador do que o culpado. Esteve mal Adriaanse no timming escolhido para esta alteração. Faltou bom senso.

Quanto ao resto, vi Quim ser substituído por Moretto e o alarido na Comunicação Social não existiu. Vi Beto (capitão e símbolo do Sporting) sair porque queria jogar e a mesma Comunicação Social tocou ao de leve no assunto. Os casos Jorge Costa e Baía, em tudo semelhantes aos dois que referi, tiveram um tratamento diferente. Mas nisso, também o FC Porto tem algumas culpas porque o blackout continua a vigorar e nem o clube se defende convenientemente, nem a opinião pública sai esclarecida.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Para descontrair

Um indiví­duo entra numa loja de material desportivo e depara-se com uma infinidade de camisolas de clubes de futebol de Portugal e do Mundo. Só não vê a do seu Clube: o Sporting. Meio desorientado, pergunta ao vendedor:
- Ó amigo, quanto custa a camisola do Boavista?
- 50 Euros.
- E a do Barcelona?
- Essa custa 80 Euros.
- E a do Porto?
- Ah, meu amigo, essa é a mais cara da loja por se tratar do melhor Clube do Mundo e de todos os tempos. Custa 100 Euros.
Vai daí­, o pobre arrisca:
- Você não tem aí­ a do Sporting?
- Tenho, tenho. Está ali do outro lado, na prateleira dos saldos e são 9 Euros.
- Eia pá... Só 9 Euros!!??
- É promoção para queima de stock, não se conseguem vender...
- Então dê-me aí­ uma - e estende uma nota de 10 euros.
O homem vai então à caixa registadora, coça a cabeça e volta:
- Desculpe lá, mas estou sem trocos. Importa-se de levar uma camisola do Benfica para completar os 10 Euros?

Os resultados em Delães

Já agora ficam também aqui os resultados na minha freguesia*:

Cavaco Silva - 36,46% (804 votos)
Mário Soares - 27,57% (608 votos)
Manuel Alegre - 21,59% (476 votos)
Jerónimo de Sousa - 7,07% (156 votos)
Francisco Louçã - 7,07% (156 votos)
Garcia Pereira - 0,23% (5 votos)

Votos Nulos - 0,49% (11 votos)
Votos em Branco - 0,54% (12 votos)
Abstenção - 34,37% (1.167 votantes)

*Dados oficiais retirados do site da RTP

Não há segunda volta!

Ora aí está uma boa notícia para toda a gente: não há segunda volta! Tal como se previa, Cavaco Silva ganhou as eleições e é o novo Presidente da República. Os resultados já são mais do que sabidos, no entanto aqui ficam*:

Cavaco Silva - 50,59%
Manuel Alegre - 20,72%
Mário Soares - 14,34%
Jerónimo de Sousa - 8,59%
Francisco Louçã - 5,31%
Garcia Pereira - 0,44%

Votos Nulos - 0,79%
Votos em Branco - 1,06%
Abstenção - 37,39%

*Dados oficiais retirados do site da RTP

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Máquina Zero

Máquina Zero (Jarhead) é um filme sobre a guerra e não um filme de guerra. Resulta de uma adaptação feita à autobiografia do fuzileiro Anthony Swofford, relatando a experiência do mesmo na Guerra do Golfo. A adição de se basear em factos reais é sempre uma mais valia para o argumento. A realização está a cargo de Sam Mendes (descendente de portugueses) que prova mais uma vez ser um dos melhores realizadores da actualidade.

A história revela pormenores interessantes. Para além de Swofford e todos os seus companheiros não saberem porque combatem naquela guerra, estes ainda têm de conseguir sobreviver num deserto escaldante, de um país que não conhecem, para terminarem o conflito sem darem um único tiro. O tempo vai passando e todos começam a viver no limiar da loucura.

Fiquei impressionado com a leveza dos americanos perante a guerra. O filme confirma a teoria de que todas as guerras são uma perfeita estupidez. O dinheiro do bilhete vale bem a pena, até pelas performances de Jake Gyllenhaal (interpreta o fuzileiro Swofford) e Jamie Foxx.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Duda Existencial

"Afinal Duda treina no Málaga. Aliás, não só treina como jogou pela equipa espanhola contra o Hertha de Berlim. Bem sei que é apenas um detalhe, daqueles que só um tipo chato como eu se preocupava em confirmar mas, sei lá, convém que sejamos rigorosos. Duda treina e joga no Málaga. As semelhanças entre o seu caso e o de Marcel são tantas como as que existem entre alhos e bogalhos.".

Jorge Maia - OJogo, 19.01.2006

Frei Tomás

"Uns dias antes do Benfica jogar com o Setúbal, os sadinos receberam dinheiro fresco, adiantado por conta das transmissões televisivas, para pagar os salários aos seus jogadores e evitar que o pré-aviso de greve apresentado pelo plantel se concretizásse. Curiosamente, houve um jogador a quem o Setúbal não pagou, oferencendo-lhe numa bandeja o argumento para rescindir com justa causa: o central Fonte. Alguns dias depois do jogo entre sadinos e benfiquistas, que Fonte não jogou e os encarnados venceram, Fonte assinou pelo Benfica que, muito generosamente, fez questão de compensar o Setúbal pela perda do jogador antes de o emprestar.

Marcel, apresentado ontem como reforço do Benfica, não voltou a treinar com o plantel da Académica de Coimbra depois das férias de Natal, tendo-lhe sido instaurado um processo disciplinar pela Briosa. E, como o próprio explicou ontem, não jogou no último fim-de-semana contra os encarnados, na Luz, porque "as coisas com o Benfica estavam bem encaminhadas". Portanto, um jogador legalmente vinculado à Académica, não defrontou o Benfica porque estava a negociar com os encarnados a sua transferência para a Luz.
Entretanto, os encarnados estão em conversações com o Gil Vicente para a cedência de João Pereira e Nuno Assis. Dois reforços importantes para uma equipa que luta pela sobrevivência, uma equipa que, acidental e coincidentemente, é apenas e só o próximo adversário dos encarnados.

Ora, os dirigentes que fizeram estes negócios são os mesmos que passaram os últimos anos a promover a desconfiança em relação aos resultados desportivos de terceiros como justificação para o seu próprio insucesso. Como diria a minha avó, bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz.".

Jorge Maia - OJogo, 19.01.2006

terça-feira, janeiro 17, 2006

Recomendo

Sempre ouvi dizer que rir é o melhor remédio. Por isso aqui fica uma recomendação: A vida de um Stand Up Comedian
Este é o Blog do João Seabra, um dos melhores comediantes da actualidade. Ele veio de Braga para ficar. Visitem porque vale a pena!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

A vida como era antes

É este o título de uma reportagem presente na revista "Sábado" desta semana. O interessante é que o jornalista levou a experiência à letra e o texto aparece na revista escrito à mão. Vale a pena ler este trabalho do jornalista Micael Pereira na página 80 da revista "Sábado". Não percam porque está muito original.

Aqui ficam alguns excertos:

"Um jornalista da SÁBADO esteve 48 horas privado de tecnologias. A vida como era há 20 anos. Descrita à mão.".

"Dantes, ninguém precisava de saber tudo na hora exacta. Tinha-se muito de uma coisa que hoje há muito pouco: paciência. Paciência e sentido de oportunidade.".

Não percam.

A subir e a descer

A SUBIR

Francisco Penim – O homem forte do canal de Carnaxide tem tudo para ser bem sucedido. Para já colocou alguma ordem na casa, acabou com alguns maus programas e prepara-se para lançar coisas novas. A aposta em Rui Unas parece-me excelente, mas eu sou suspeito porque gosto muito deste comunicador português.

Diário de Notícias – O novo grafismo do DN é uma lufada de ar fresco. O jornal está mais atractivo e fácil de ler. São as primeiras mudanças visíveis trazidas pelo novo proprietário. A ver vamos no que vai dar.

A DESCER

Presidenciais – Já o disse uma vez e volto a repetir: não há pachorra que aguente uma campanha tão longa. A sorte de todos nós é que as eleições estão para breve. Agora resta esperar que tudo se resolva na primeira volta.

Futebol Português – O futebol em Portugal está pelas ruas da amargura. Todas as semanas são noticiados casos de equipas em dificuldades financeiras. Os clubes sempre viveram acima das possibilidades e começam agora a pagar a factura. É urgente tomar medidas sérias.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Desportistas e o Viagra

“Estudos detectaram resíduos de ‘Viagra’ na urina de atletas de alta competição. A utilização deste medicamento aumenta as capacidades físicas em modalidades de longo esforço. A substância não faz parte das listas de produtos proibidos da Agência Mundial Antidopagem”, escreve o Diário de Notícias na sua edição de hoje.

“Em modalidades de alta competição, como o ciclismo, as corridas de fundo, o alpinismo e o futebol, onde a exigência física é elevada e o oxigénio é o “combustível” determinante para a obtenção de resultados, o viagra tem surgido nos últimos anos como um medicamento capaz de aumentar a “performance” desportiva. Pelas suas características de facilitador de transporte de oxigénio, o comprimido azul pode ser tomado sem problemas pelos desportistas, porque não é considerado doping”. Quem quiser saber mais pode ler na página 28 do Diário de Notícias de hoje, onde surgem também algumas explicações de Nuno Monteiro Pereira, urologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.

Um artigo para reflectir.

Só para terminar…

“Quem conhece Pinto da Costa sabe que ele não faz comunicados 72 horas depois. Devia andar na dança do ventre… Eu conheço-o muitíssimo bem. E já sabia como ia acabar esta história se eu não fosse ao Brasil: na segunda-feira as manchetes seriam «Moretto no Benfica» e na terça «Moretto no FC Porto.»”.

Luís Filipe Vieira - «Correio da Manhã», 07/01/2006

Pergunto eu: mas o Moretto não era aquele que sempre foi benfiquista e só queria jogar no Benfica?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

A nossa realidade!

Depois de cinco anos de investimento (a todos os níveis) num curso académico, o mínimo exigível é termos uma oportunidade para demonstrarmos as nossas capacidades. Mas neste momento, oportunidades não existem num país chamado Portugal. De que serve uma licenciatura? Confere um título de habilitações e nada mais. Devia acrescentar uma mais valia primordial que se chama empregabilidade. Mas não acrescenta…

É triste ter de mendigar por um emprego e bater de porta em porta sem sucesso. Ainda mais quando se tem uma vontade enorme de trabalhar, de querer ser útil e não poder. É isto que acontece a muitos dos licenciados portugueses, com excepções pontuais deste ou daquele curso. Estou em crer que são poucas as excepções na actualidade. Dá vontade de deixar de ser português!

Escolhi o meu curso em plena consciência. Gostei da minha licenciatura que correspondeu em tudo às minhas expectativas. Posso dizer que completei o meu plano de curso de forma exemplar. Dediquei-me, fiz sacrifícios e mais, “obriguei” os meus pais a um investimento monetário na minha carreira profissional. E agora? Agora tenho 23 anos, não tenho emprego e continuo a depender economicamente dos meus pais. De que me vale um papel onde está escrito que sou licenciado em Comunicação Social? Acrescenta conhecimentos mas nada traz de palpável.

Num dia adormeci recém-licenciado e no outro acordei recém-desempregado.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Ainda o 31...

"Tal como previ, eis que o Moretto se revelou uma garganta funda a denunciar o que sofreu com o assédio infernal do FC Porto. Curioso é que só depois de ter chegado a acordo com o Benfica é que se deu mal com o assédio: até lá, e segundo o seu relato, reuniu, conversou, negociou e assinou com dirigentes portistas. Mas, afinal, desde pequenino que era benfiquista. Desejo-lhe as maiores felicidades.Também deu para perceber que a tal história dos emissários portistas molestando o presidente do Benfica no aeroporto de S. Paulo, estava realmente mal contada.

Ali há gato e o gato é com o Moretto e aquele sujeito que até ontem era seu amigo e que teve direito a um comité benfíquista de boas-vindas digno de remeter as proezas do célebre guarda Abel para a categoria dos contos de fadas. Como disse Luís Filipe Vieira, as cenas que o país teve ocasião de ver ontem pela televisão ficarão para a história do futebol português. Creio que todos ficámos elucidados: só não deu para perceber a que lei e a quem obedecem os agentes da PSP que testemunharam uma agressão encomendada, de braços cruzados e a assobiar para o ar.".

Miguel Sousa Tavares na sua habitual crónica semanal no jornal A Bola

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O 31 do Benfica

O regresso do campeonato nacional está para breve. E a bolachada já começou, prometendo uma segunda volta muito quente. A história do 31 do Benfica (o guarda-redes Moretto) é típica do futebol português. Muita informação controversa, acusações graves e pouca inteligência à mistura. Depois ainda temos de ouvir o discurso cheio de moralidade do presidente Luís Filipe Vieira, tentando passar a ideia de que só o Benfica e os seus dirigentes são correctos. O que faziam os seguranças do Benfica no aeroporto, depois do presidente já ter abandonado o mesmo? Quem não deve, não teme…

Se o Moretto só queria ir para o Benfica (obviamente tem mais possibilidades de ser titular), porque foi Luís Filipe Vieira buscá-lo ao Brasil? Aliás, ao que parece já existia até um acordo com o Vitória de Setúbal. Logo, não havia qualquer razão para Moretto não jogar pelo Benfica. Ou havia? O que vi foi um presidente preocupado em dar ares de bonzinho, um jogador a meter os pés pelas mãos e um estaladão gratuito e cobarde dado por um segurança muito valente.

Outra coisa que me questiono é porque queria o FC Porto mais um guarda-redes. Pelo prazer de o impedir de jogar no Benfica? É possível. Mas nesse caso aconteceria mais um caso de má gestão desportiva. O FC Porto tem Vítor Baía, Hélton (na minha opinião bem melhor do que Moretto), Paulo Ribeiro e Bruno Vale, o tal que até já foi chamado à Selecção A.

Ainda não percebi este 31 e nem quero perceber. Mais uma história lamentável com a marca registada do futebol português.