segunda-feira, novembro 28, 2011

O medo de nós próprios

«Acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expessão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico, possivelmente até a algo mais depurado e mais rico do que o ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.»

Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray'

domingo, novembro 27, 2011

Partir

Mais difícil do que partir fisicamente é permanecer espiritualmente.

sábado, novembro 19, 2011

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Escrever no iPad

Não quero parecer chique, mas consegui arranjar uma forma gira de começar a actualizar o blogue através do iPad. (:

A partir de agora será mais fácil até porque ando de iPad para todo o lado. (:

Engraçado era arranjarem uma aplicação do género desta para o iPad. É que esta é do iPhone! Quem souber mais do que eu, por favor ajude! (:

segunda-feira, novembro 14, 2011

Palma da mão

As palmas das mãos têm os traços da vida. Dizem. Basta passar os dedos ao de leve e ficar a conhecer. Ou então apertar com força.

...

«Bastava-nos amar. E não bastava o mar.
E o corpo? E o que nele se enleia?
O vento como um barco: a navegar
Pelo mar, por um rio ou uma veia.
Bastava-nos ficar. E não bastava
O mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar.
Urgente: amar.
E ficar.
E fazermos uma teia.
Respirar. Respirar.
Até que o mar pudesse
ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar
A tua pele molhada de sereia.
Bastava, sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo, sobre a areia.»

Joaquim Pessoa

domingo, novembro 13, 2011

quote

«Sempre entrei em campo para jogar futebol como se o mundo fosse acabar após o apito final e aquele fosse a última oportunidade que tinha para impedir uma catástrofe»

Paulo Futre

quinta-feira, novembro 10, 2011

quote

«Sou apenas um escritor. Um cultivador. Um jardineiro. Um florista. A minha felicidade flutua entre o estrume que deponho na raiz das palavras e o aroma que me excita quando acabo de as colher.»

Joaquim Pessoa

domingo, novembro 06, 2011

Tranquilidade

Para terminar a noite de domingo. Uma grande versão de uma grande música. Para ouvir, com o volume para lá de meio, e se possível (sugiro eu) com os olhos semi cerrados.

Idade

Gosto de pensar na idade como um número. Mas na verdade há sempre alturas na vida em que somos demasiado novos para algumas coisas. Ou demasiado velhos para experimentarmos certas sensações. A preparação para as circunstâncias que nos surgem ao longo dos dias faz com que seja assim. Reagiremos de forma diferente, teremos pensamentos distintos, mas concordaremos que não é fácil esquecer os tais números. Estão lá as diferenças que separam. Soma, subtrai, multiplica ou divide os números (da idade ou não). Baralha e volta a dar. E a idade não deixa de ser um número.

quinta-feira, novembro 03, 2011

quote

«Mourinho ilumina uma casa enquanto Guardiola baixa as persianas»

Zlatan Ibrahimovic

quarta-feira, novembro 02, 2011

Love it

...

terça-feira, novembro 01, 2011

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