quinta-feira, janeiro 30, 2014

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«quem é amado nunca morre»

quarta-feira, janeiro 29, 2014

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«O pequeno lapso de tempo em que hesitares será eternidade de futuros que abandonas. No fim sobra-te a vida inteira.»

domingo, janeiro 19, 2014

felicidade

"- Vai durar? Vamos fazê-la durar, a felicidade?

- Não pode durar - disse ele, com suavidade. - Toda a felicidade é fugaz. Uma excepção, um contraste. Mas temos de reavivá-la, de tempos a tempos, não deixar que se apague. Soprando, soprando a chamazinha."

Os Cadernos de Dom Rigoberto

inho

"Um elefantezinho aproximou-se para beber água da margem de um laguinho e um crocodilozinho mordeu-o e arrancou-lhe a trombinha. Choramingando, o elefantezinho fanhosito protestava: engraçadinho de merdinha".


Os Cadernos de Dom Rigoberto

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Ou isso

«Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou matar-me! Eu quero viver! Você é louco? Não, sou poeta»

Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 15, 2014

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«Remember only god can judge us Forget the haters cause somebody loves you»

Interior

Às vezes seria importante existirem uns óculos especiais que fossem capazes de ver o interior das pessoas. Porque o exterior parece perfeito, animado, feliz, mas já alguém disse um dia que "quem vê montras não vê armazéns". O exterior pode ser retocado, aparentar um ar sorridente, mesmo que o interior esteja destroçado. 

O perigo e a injustiça é construirmos ideias erradas das pessoas. Com base no que diz o exterior. Não percebendo algumas reacções, censurando, voltando as costas sem querer entender realmente os porquês.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Isso

«Na vida de hoje, o mundo pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação»

Bernardo Soares, in Livro do Desassossego

sexta-feira, janeiro 10, 2014

Estes dois dias

É um lugar comum ouvir-se ou ler-se que a vida são dois dias. Por passar rápido, ser um conjunto de experiências em doses descontroladas, traduzidas em ensinamentos que fazem avançar. Nasce-se sem a consciência daquilo ao que se vem e onde tudo termina. Sem se escolher cá chegar e partir sem pedir permissão. Depois de lançados os dados, cumpridas as primeiras casas do tabuleiro, todos escolheriam ficar por cá a jogar sem tempo definido.
Agarrados às ambições, aos projectos de vida, seguem-se as estradas. A realização pessoal, a profissional, a independência financeira e os objectivos materiais. Conhecer o mundo e as pessoas que entram e saem consoante as fases da vida. Num "adeus" e "até já" repetitivo. Até que um azar se cruza, uma doença se mostra, uma falha se apresenta derradeira. E todo o mundo, aquele nosso mundo, se desmorona. Aí reside a noção de fim. De que afinal o tempo é curto, feito de dias contados. Uma tremenda contagem decrescente, sem parar, sem tréguas, rígida. Há sempre uma infinidade de coisas por fazer. De conversas que faltaram iniciar, de discussões parvas a evitar, de problemas que nunca chegaram a ser verdadeiras dores de cabeça. Só por birra e orgulho excessivo existiram. E para quê? Quando tudo se esfuma num estalar de dedos.
Um dia a vida, tal e qual a conhecemos, chega ao fim. De forma abrupta, talvez demasiado cedo na maior parte dos casos. Longe dos tempos em que o fim se conhecia em casa, no próprio leito, acompanhado dos familiares mais próximos. Uma longínqua visão romântica não compadecia com a insensibilidade dos tempos modernos. O destino prega partidas mesmo quando existem planos de felicidade a longo prazo. E os dias ficam ainda mais curtos. Por isso, estes dois dias são para não nos levarmos demasiado a sério.
Estes dois dias são para descobrirmos as pessoas que nos fazem falta e nos partilharmos com elas. Estes dois dias são para nos apaixonarmos pelos momentos, pelas paisagens, pelas pequenas conquistas. Estes dois dias são para garantirmos a nossa tranquilidade interior e deixar uma marca, por pequena que seja, representativa da forma única como os vivemos. Em algo que cá fique para além da nossa própria existência.