domingo, setembro 30, 2007

Vinte e um gramas

«Quantas vidas viveremos nós?
Quantas vezes morremos?
Dizem que todos perdemos vinte e um gramas no exacto momento da morte.
Todos nós.
E que caberá em vinte e um gramas?
Quanto é perdido?
Quando perdemos as vinte e um gramas?
Quanto se perde com elas?
Quanto se ganha?
Vinte e um gramas...
O peso de cinco moedinhas.
O peso de um beija-flor.
De um chocolate.
Quanto pesam vinte e um gramas?»

sexta-feira, setembro 28, 2007

A cor dos olhos

A cor dos olhos de uma pessoa pode revelar muita coisa. E pode ser também um inegável ponto de beleza. Quanto a isso, posso dizer que gosto muito de olhos verdes. São os meus preferidos.


Os olhos castanhos são provavelmente os mais vulgares. Ter olhos de cor castanha não confere uma característica especial a alguém, mas as diversas tonalidades, mais claras ou escuras, podem encerrar os seus mistérios. A cor avelã é sem dúvida das mais interessantes.

Quanto aos olhos azuis são aqueles pelos quais a maior parte das pessoas suspiram. Confesso que não me atraem. Bem como as pessoas que os possuem que geralmente têm a pele e os cabelos claros. Mas nos países latinos têm grande número de fãs. Talvez por transmitirem serenidade.

Os olhos negros são raros. Mas sinal de mistério e poder. Reagem pouco, são graves e suportam todos os ataques, como por exemplo o excesso de claridade. Pode dizer-se que são o oposto dos azuis.

Falemos dos verdes. São puros, inocentes e inexplorados. As esmeraldas são verdes e também os olhos dessa cor são pedras preciosas. Valiosos, por isso. Porém menos valorizados do que os azuis. Porquê? Porque pouca gente já perdeu tempo a apreciar uns belos olhos verdes.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Há 11 anos atrás

Não sei muito bem porquê mas deu-me para colocar Jon Bon Jovi no leitor do carro. O álbum Crossroad. E tenho andado todo contente, para trás e para a frente, a ouvir música de adolescentes. É um facto que me podia dar para pior ou então é sinal que estou definitivamente a avariar da cabeça.

Recordo-me que comprei o álbum no dia seguinte a uma festa de aniversário quando tinha, imaginem, 14 anos. E lembro-me que nessa festa dancei com a miúda que gostava que fosse minha namorada na altura (que felicidade, meu Deus!). E adivinhem qual o cd que estava a tocar! Pois é, Crossroad do Bon Jovi...

Belos tempos. E 11 anos depois continuo a lembrar-me desta história e continuo a ouvir Bon Jovi. Será bom sinal?

terça-feira, setembro 25, 2007

A última

Mais uma...

"A minha neta não dá para as contas mas sabe o analfabeto de trás para a frente"

Acho que queria dizer alfabeto...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Os inhos...

As nossas vidas estão cheias de situações curiosas. Ultimamente tenho frequentado uma padaria em que as pessoas que estão no atendimento ao público, que são também as donas do estabelecimento, são muito muito mas mesmo muito simpáticas.

São até excessivamente simpáticas, mas isso para mim não chega a ser defeito. O cliente deve ser sempre bem tratado e ter do outro lado a simpatia como cartão de visita. Outra situação engraçada, e penso que devido a essa simpatia, as pessoas que referi têm por hábito dizer tudo no diminutivo, ou seja, usando e abusando dos "-inhos".

Para verem como são as coisas, esta semana comi um "panadinho" dentro de um pedaço de "cacetinho", regado por um belo "iceteazinho" de limão. Já para não falar na "torradinha com manteiguinha" ou no "bolinho de limaozinho" acompanhados por um "suminho" de "frutinha" qualquer.

Acho piada a esta questão dos "-inhos" e por isso vou continuar a frequentar este sítio porque sou tratado com carinho e simpatia. Isso é importante.

O jogo

Amar - Sofrer

Sorrir - Chorar

Lutar - Desistir

Vencer - Perder

Viver - Morrer


Chamem-lhe o jogo da vida...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Inspiração de alguém

"O reconforto da alma nasce da experiência,
O caminho que espreita até a sabedoria corrói
E aquando da feliz ocorrência
Já o negro luar se instalou.
Gritar até a voz lutadora sucumbir,
Mergulhar no silêncio eterno do destino e
Delegar o inevitável adeus ao mundo"

sábado, setembro 15, 2007

Paris je t'aime

"- Deixa-me fazer-te uma massagem nos pés...

- Que raio de ideia...mas porquê uma massagem nos pés?

- Porque andaste toda a noite a passear nos meus sonhos!"

Aquele fim-de-semana

Não sei muito bem porquê mas não consigo deixar de pensar no último fim-de-semana com um sorriso nos lábios. Primeiro, e mais importante, porque estive rodeado de pessoas que me dizem bastante.

Depois porque nunca pensei que seis pessoas conseguissem fazer tanto barulho, em duas esplanadas distintas, a discutirem os melhores filmes e bandas de música de todos os tempos. Entre risos histéricos, muitas asneiras e insultos carinhosos à mistura as pessoas que estavam nas outras mesas devem ter-se divertido à brava. Isto na noite de sexta-feira que começou com um mega jantar e terminou embalado em caipirinhas e coxas de frango tiradas do frigorífico.

Não esquecer que houve quem anotasse os filmes que queria ver num envelope tirado à pressa de dentro da carteira. Ah e que há pessoas que fazem coisas estranhas com os braços. Só visto!

Se estas emoções já parecem muita coisa imaginem o que é dormir poucas horas e partir no sábado de manhã para Espanha. Destino: Vigo. Conhecemos a cidade, entre montras de lojas conhecidas e trocas de perfumes já ultrapassados no prazo, inclusive umas praias com armadilhas aquáticas, onde meti o pé. Local onde as gémeas fizeram um carrapito no cabelo...

Baiona seguiu-se no mapa do passeio com a visita à muralha (ler post anterior). Foi giro, mas o passeio só terminaria em Portugal com um repasto no Restaurante Baluarte, dentro da muralha de Valença. Boa forma de terminar a viagem. E o prego estava mesmo à maneira, certo Jorge?

Parador de Baiona

Um sítio que recomendo para passar um belo final de tarde. Principalmente em boa companhia. Basicamente trata-se de uma muralha em Baiona, acho que é essa a tradução para "parador", que tem qualquer coisa de místico.

Principalmente se a visita for feita com um misto de nevoeiro e frio. Dá um aspecto mais medieval e torna as coisas mais interessantes ainda. Já para não falar nas fantásticas vistas e paisagens que poderão servir para belas fotografias.

E depois a conversa flui naturalmente, as brincadeiras sucedem-se, as gargalhadas também e no final ficamos com a sensação de que seríamos capazes de andar às voltas naquela muralha por mais algum tempo. Estranho mas verdade. Ficou na minha memória este Parador de Baiona...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Coisas boas

Há locais, pessoas, viagens, conversas e momentos que ficarão sempre guardados...




sexta-feira, setembro 07, 2007

Frase

«A noite é fresca e tenra como a pele de uma mulher, como a mão dum amigo, como um avião que plana na direcção do infinito»

Jacques Brel

quinta-feira, setembro 06, 2007

As últimas

Aqui ficam os últimos falhanços que me chegaram aos ouvidos. Para descontrair.

"Eu costumo pagar sempre tudo no pichishop" - uma pessoa a tentar dizer que paga tudo no payshop.

"Eles agora andam a fiscalizar tudo por causa da pitaria" - outra tentativa de dizer uma coisa acertada, mas novamente ao lado. A referida pessoa queria dizer que a TV Cabo anda atenta à pirataria.

"Encha-me aqui este telemóvel" - nova forma para pedir o carregamento nos telemóveis.

Nada a fazer

O local onde vivemos por vezes é pequeno de mais. Pior do que isso é a pequenez de algumas pessoas que pode ser causada por alguma frustação em crianças ou por qualquer outro motivo. Nada que me incomode por aí além, mas uma situação que não consigo compreender.

Mas também sempre ouvi dizer que para o bem ou para o mal é sempre bom sermos falados. É sinal que estamos a fazer alguma coisa. Pelo menos a mexer.