domingo, outubro 31, 2010

Off

Em modo 'hibernar'... para evitar males maiores...

sábado, outubro 30, 2010

Dias de chuva

Nestes dias, como o de hoje, o ideal mesmo é ficar em casa. Um programa caseiro, com filmes, net, música, jornais e revistas. Era isto que eu escolhia fazer hoje. Mas não o vou fazer. Só para contrariar...

sexta-feira, outubro 29, 2010

Pessoas

Existem pessoas que nos surpreendem. Outras que nos desiludem. Umas que são especiais, que marcam os momentos, que nos fazem ver, mesmo sem olhar. Todas as pessoas são diferentes, únicas, nos seus feitios, virtudes e defeitos. Mas todas se querem por inteiro. Não apenas com as coisas boas em detrimento das más.

Há pessoas que deixam a sua marca nos outros. Por muito curta que seja a sua participação nas nossas vidas. E esses momentos partilhados jamais se esquecem, pois vivem connosco, dentro de nós. E continuarão a viver, a permanecer.

Procurem as pessoas que nos fazem dizer: "esta breve passagem afinal até valeu bem a pena"...

quarta-feira, outubro 27, 2010

Música

Dizem que esta música tem o poder de acalmar a mais feroz de todas as feras. Talvez. Pelo menos, eu estou mais calmo. :)

terça-feira, outubro 26, 2010

Morreu Paul, o polvo

Paul, o polvo que saltou para a fama durante o Mundial de 2010 pela sua estranha habilidade de prever os resultados de partidas da Alemanha, morreu na sua casa em Oberhausen. Paul tinha 2 anos.

Paul fez manchetes em todo o mundo depois de ter previsto correctamente os resultados da Alemanha em sete partidas. Após a derrota dos alemães frente a Espanha nas meias-finais, os espanhóis tudo fizeram para saber qual a previsão para a final da competição e Paul acertou: a Espanha venceu a Holanda e sagrou-se campeã mundial.

Adivinhem o que há hoje para o jantar no Sea Life Centre Oberhausen...

segunda-feira, outubro 25, 2010

Sonhos

Será que os nossos sonhos algum dia se vão concretizar? O que significam os sonhos? São extensões da realidade ou algo que desejamos muito, mas que nunca poderá ser real? Quero acreditar que há sonhos que se tornam em realidade.

Na verdade, os sonhos são na maior parte das vezes compostos pelos nossos desejos inconfessáveis. Surgem algumas das pessoas de quem queremos estar perto e sentimos saudades. Aparece a nossa realidade idealizada ou o último pensamento antes de fecharmos os olhos e adormecermos.

Os sonhos têm uma duração limitada. Demasiado curta. Fechem os olhos e deixem-se levar por um qualquer sonho com final feliz. Boa noite!

Rewind

Com as palavras te desperto
Com um olhar te desarmo
Com um sorriso te derreto
Com um beijo te conquisto…

sábado, outubro 23, 2010

Dilema

Esquecer o passado e recuperar o tempo perdido ou seguir com o passado e criar um novo tempo?

sexta-feira, outubro 22, 2010

Jovem

Entre muitas outras coisas, detesto aquelas pessoas que tratam toda a gente por "jovem". Mesmo tratando-se de um senhor de 70 anos. Não há distinção. E acredito que seja mais fácil, porque se tem um tratamento igual e generalizado, mas confesso que me irrita profundamente. É o "jovem" para aqui e para ali e não há quem aguente. Por isso, evitem a palavra "jovem" perto de mim.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Palavra que gosto

cumplicidade

s.f.
1. Qualidade de cúmplice.
2. Conivência.
3. Inteligência.

Irresistível

Não consigo deixar de achar piada a este tipo de filmes de animação.



domingo, outubro 17, 2010

Palavrões

Um texto escrito por Miguel Esteves Cardoso e lido por Miguel Guilherme, sobre uma temática que não lembra ao diabo. Todas as pessoas usam palavrões no seu dia-a-dia e aqui fica uma visão interessante.

O texto de um escritor que gosto e a voz de um actor que aprecio bastante.



P.S.: Hoje apetece-me dizer palavrões. Vá...mas isso até nem é novidade!

Pergunta

Provavelmente esta deve ser a pergunta do ano:

Por que não mudam os políticos?

quinta-feira, outubro 14, 2010

A sala

Quando reentrei naquela sala, senti-me viajar no tempo. Regressei ao passado por entre o ruído de fundo e a agitação própria daqueles dias especiais. Os espaços estavam totalmente preenchidos naquela que agora é uma sala vazia. Mas ainda lhe sinto o cheiro das tarde e noites de natural vivacidade. Visualizo a disposição da mobília, a mesa com as cadeiras e os lugares onde as pessoas habitualmente se sentavam.

Num suspiro seco, revejo tal e qual a forma como tudo se passou. Desde as gargalhadas, os desentendimentos também, sem esquecer os temas, um por um, de quase todas as conversas tidas e palavras ditas naquela sala. Tinha direito a lareira, sonos mal dormidos e um calor que provavelmente jamais voltarei a sentir.

Liberto um tímido sorriso. Como é diferente todo este espaço. Morreu de uma determinada forma, mas ainda vive nas memórias dos dias que acabaram. Neste momento, isso chega-me...

Ausência

Imagino que seja complicado preencher as ausências. Os espaços que ficam em branco. Penso claro nos mineiros do Chile que estiveram soterrados durante 70 dias. Felizmente vão poder agora compensar essa ausência junto de quem os espera. Será que tudo volta a ser o que era? A ausência pode deixar as suas marcas. Pelo menos já são uma inspiração para muita gente. Um exemplo de persistência e sobrevivência. A esta hora estão resgatados 28 mineiros. Faltam 5...

quarta-feira, outubro 13, 2010

Desbloqueadores

Existe um desbloqueador de pensamento? E um desbloqueador de escrita? E de conversa? Se existem, por favor reencaminhem-nos para mim. Preciso de desbloqueadores!

terça-feira, outubro 12, 2010

Nós, os portugueses

Já escrevi isto uma data de vezes, mas nunca considero ser de mais fazê-lo. Nós, os portugueses, temos o péssimo hábito de gostar de ver sangue. Dá-nos uma pontinha de satisfação ver os outros na lama a clamar por ajuda. E quanto mais de rasto estiverem, tanto melhor para calcar e recalcar. Há um prazer, raramente admitido, pelo fracasso do outro e por vê-lo na pior situação possível. Isso faz-nos sorrir e brincar com o infortúnio alheio. Nas situações mais difíceis gostamos de estar por perto para apontar o dedo, opinar e deixar palpites jocosos.

O contrário raramente acontece. Quando conseguimos uma qualquer vitória ou conquistamos o que quer que seja, certamente que não teremos ninguém, ou muito pouca gente, para nos dar os parabéns e as respectivas palmadinhas nas costas. Alguém para reconhecer o nosso valor e dizer duas ou três palavras de gratidão. Não esperem receber muitas vezes os louros do triunfo. Preparem-se é para aguentar as tormentas nos momentos maus. Nós, os portugueses, somos assim.

Música

Não consegui evitar...

Life

"A vida é longa".

Eu acrescento que dá muitas e muitas voltas. Há situações que não se repetem, há memórias que permanecem, na certeza também que há circunstâncias que não voltam a ser o que já foram. E muitas e muitas coisas não se conseguem explicar. Mas quero acreditar que tudo está nas nossas mãos. Aquilo de sermos nós a traçarmos o nosso destino. Por isso, certamente que o teu está só nas tuas mãos...

segunda-feira, outubro 11, 2010

Uma jornalista no Ídolos

“Como é que tu a desafinar dessa maneira fazes parte de um coro é que é uma coisa extraordinária, admirável.” Eram só 10h da manhã e Manuel Moura dos Santos já estava com mau feitio. Sim – de facto a repórter-cantora da SÁBADO, que nos tempos do colégio fez parte de um coro de Igreja, não resistiu aos nervos de estar perante o júri mais temido da televisão portuguesa, cheia de câmaras e holofotes à volta, e mandou uma fífia na interpretação da “Eu Sei” da Sara Tavares. Mas também não estava à espera de tanta agressividade à conta dos agudos desafinados: não só ouviu desaforos do manager musical como não conseguiu convencer nenhum dos outros jurados. Para Pedro Boucherie Mendes, tinha uma “atitude pouco confiante”, para Laurent Filipe, era “insuficiente” e até a simpática Roberta Medina achou que não estava “à altura do que a gente está procurando.”

A jornalista, que tinha conseguido passar a primeira fase do concurso, abandonou o Centro de Congressos do Estoril sem o papel amarelo que lhe permitia passar à etapa seguinte, mas com muitas histórias de bastidores para contar. Tudo para ver na Sábado.

sábado, outubro 09, 2010

Genial

Se a genialidade tem várias representações, esta será certamente uma dessas representações. Enjoy...

sexta-feira, outubro 08, 2010

Pergunta

O que há para além de um sorriso?

quinta-feira, outubro 07, 2010

Os dias...

Esta manhã fiz a barba, vesti uma camisa e escolhi o meu melhor perfume. Saí de casa mais confiante e a acreditar que tudo pode melhorar. Puro engano. Continua tudo na mesma.

quarta-feira, outubro 06, 2010

ERSE

Bem, esta história chegou-me por e-mail com o pedido de divulga ao maior número possível de pessoas. Por isso, coloco aqui no blogue...

«UMA COISA CHAMADA "ERSE"

Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE

É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo:
«Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?». E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!». E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos». Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo?

Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.»

terça-feira, outubro 05, 2010

Mea culpa de AVB

A força e determinação para vencer não é defeito. Ficar chateado, irritado e proferir declarações mais perto do coração do que da razão também não. São formas de estar de alguém que quer o melhor e somar vitórias atrás de vitórias. Assumir que se errou e exagerou nas críticas, quando analisadas as circunstâncias a frio, não está ao alcance de qualquer um. Foi mais ou menos isto que aconteceu com André Villas Boas depois do V. Guimarães-FC Porto.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Tampas difíceis

«Há alegrias do quotidiano que passam injustamente despercebidas. É o caso das tampas difíceis. Poucas coisas animam tanto o dia de um homem como uma mulher abeirar-se dele com um recipiente hermeticamente selado e perguntar: "Achas que consegues abrir isto?" São palavras que têm o poder milagroso de fazer nascer um macho alfa em doze metros quadrados de cozinha.

Eu casei-me com uma mulher de armas, portanto esse não é um pedido recorrente. Mas quando acontece, a simples formulação de tal pergunta – "achas que consegues abrir isto?" – é de modo a transformar o caco de homem que podem verificar na ilustração em apenso num autêntico Sylvester Stallone doméstico. Num piscar de olhos, empolo os bíceps, imobilizo o objecto com a mão direita, grampeio a tampa com a mão esquerda e aplico toda a minha energia na rotação do pulso.

Às vezes corre mal e tenho de ir a correr buscar um pano da loiça, desculpando-me com o facto de a superfície estar "escorregadia". Mas quando corre bem, ouvir o clique da tampa a ceder é uma entrada directa para o top ten dos pequenos prazeres da vida. Nessa altura, coloco o meu melhor sorriso, devolvo o objecto à minha excelentíssima esposa, e mesmo que ela apenas me agradeça com um "obrigado" mais ou menos indiferente, eu já ganhei o dia: "mim Tarzan, tu Jane, eu ser o mais poderoso da selva, ooooooooh-oho-oho!" [simulação do famoso grito de Johnny Weissmuller, acompanhado pelo bater dos punhos no peito].

Um homem precisa de tampas difíceis, já que a sua vida está cada vez menos fácil. Atropelados que fomos pelo discurso igualitarista do século XX, sentimo-nos inevitavelmente fracos machos. Quando eu pergunto aos meus três filhos: "Mas quem é que manda cá em casa, afinal?" Eles respondem em coro: "A mamã!". E têm toda a razão. Até porque quando me casei já sabia perfeitamente quem é que ia usar as calças – e, como é óbvio, não era eu.

Acantonado que estou no meu lugar de triste espécimen da espécie, é muito raro ter a oportunidade de voltar a sentir-me no topo da pirâmide. E, por isso, um frasco fechado na minha mão, após várias tentativas infrutíferas da minha mulher para o abrir, é uma espécie de passaporte para o passado em que um homem era um homem. Todos os momentos de felicidade masculina devem ser cultivados. Ainda que tenham apenas a duração de um clique.»

João Miguel Tavares, in Os homens precisam de mimo

sábado, outubro 02, 2010

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner

Pontuação

Não é fácil colocar um ponto final, parágrafo. Implica terminar e resolver tudo o que estava na frase anterior para depois começar de novo. Uma nova ideia, uma nova frase, mas ao mesmo tempo dar seguimento ao que está para trás. A dificuldade está em continuar por um novo caminho sem perder o fio à meada. Até porque geralmente não podemos apagar tudo o resto, sob pena de estarmos a perder mais tempo.

Colocar vírgulas é bem mais fácil. Permitir parar para respirar, alterar um bocadinho o rumo, encadeando a mensagem. Fluindo e dando ordem ao percurso que o texto deve seguir. A virtude está em saber colocar as vírgulas no sítio certo.

Mais complicados são os pontos de exclamação e interrogação. Exclamação pode ser surpresa, arrebatamento, espanto, dor, raiva. Basicamente dá a cor ao nosso texto, podendo ser também o acordar para algo bom ou mau. As interrogações são o que nos faz pensar. São as perguntas para as quais às vezes temos a resposta, noutras nem por isso.

Pessoalmente, gosto das reticências. Marcam a interrupção do pensamento, da ideia, do destino para poder ou não continuar. Gosto porque abre a porta ao mistério, ao suspense. Deixa qualquer coisa no ar, deixa ao critério de quem lê e obriga a pensar. Fica qualquer coisa em aberto para que sejam os outros a completar.

A pontuação é o que ordena e dá sentido ao nosso texto. Saber utilizá-la correctamente pode ser quase um segredo bem guardado. Ou então basta seguir as regras básicas da ortografia. E pontuar quase sem emoção.

Ponto final, parágrafo.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Hoje de manhã

No rádio...