quinta-feira, janeiro 19, 2006

Frei Tomás

"Uns dias antes do Benfica jogar com o Setúbal, os sadinos receberam dinheiro fresco, adiantado por conta das transmissões televisivas, para pagar os salários aos seus jogadores e evitar que o pré-aviso de greve apresentado pelo plantel se concretizásse. Curiosamente, houve um jogador a quem o Setúbal não pagou, oferencendo-lhe numa bandeja o argumento para rescindir com justa causa: o central Fonte. Alguns dias depois do jogo entre sadinos e benfiquistas, que Fonte não jogou e os encarnados venceram, Fonte assinou pelo Benfica que, muito generosamente, fez questão de compensar o Setúbal pela perda do jogador antes de o emprestar.

Marcel, apresentado ontem como reforço do Benfica, não voltou a treinar com o plantel da Académica de Coimbra depois das férias de Natal, tendo-lhe sido instaurado um processo disciplinar pela Briosa. E, como o próprio explicou ontem, não jogou no último fim-de-semana contra os encarnados, na Luz, porque "as coisas com o Benfica estavam bem encaminhadas". Portanto, um jogador legalmente vinculado à Académica, não defrontou o Benfica porque estava a negociar com os encarnados a sua transferência para a Luz.
Entretanto, os encarnados estão em conversações com o Gil Vicente para a cedência de João Pereira e Nuno Assis. Dois reforços importantes para uma equipa que luta pela sobrevivência, uma equipa que, acidental e coincidentemente, é apenas e só o próximo adversário dos encarnados.

Ora, os dirigentes que fizeram estes negócios são os mesmos que passaram os últimos anos a promover a desconfiança em relação aos resultados desportivos de terceiros como justificação para o seu próprio insucesso. Como diria a minha avó, bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz.".

Jorge Maia - OJogo, 19.01.2006

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