quarta-feira, março 06, 2013

A minha vida é uma chávena de café

No passado sábado estive no Café Majestic, no Porto, como orador, na apresentação do livro "A Vida é uma Chávena de Café", o terceiro livro da autora Anabela Pinto. Antes da apresentação escrevi um texto que serviu de base àquilo que foi a minha intervenção. Aqui fica a partilha:

" - Primeiro: agradecer o convite da autora (Anabela Pinto) para estar aqui presente para a apresentação do livro “A vida é uma chávena de café”, terceiro livro editado.

Antes de mais quero dizer que se a vida é uma chávena de café, então eu gosto do conteúdo da vida e geralmente tomo duas vidas por dia. E dizer que a vida é uma chávena de café é o mesmo que dizer que por vezes a vida escalda ou está demasiado quente, que a vida é morna ou azeda, que pode ser exageradamente doce, que pode ser excitante. A vida é também um acto social, um ponto de encontro, uma partilha ou um prazer solitário.

Os livros existem para serem partilhados, para nos fazerem pensar nos assuntos e geralmente o seu conteúdo revela alguma coisa sobre quem os escreve. O escritor está presente, com maior ou menor relevo.

E neste caso, mesmo não conhecendo muito bem a autora, arrisco dizer que terá muito das vivências da Anabela. Daquilo que ela pensa sobre determinados assuntos e que no fundo todos nós procuramos aquilo que ela chama, no livro, de “dicotomia perfeita”.

Este livro é sobre a dicotomia perfeita entre Vitória e Gustavo. Porque são as duas metades que se encaixam, funcionando na perfeição. (isto apesar de não se conhecerem pessoalmente). O que por si só poderia à partida ditar uma dicotomia imperfeita. Mas a parte física, o contacto pessoal, ao vivo e a cores, vale significativamente pouco nestas circunstâncias. Porque tudo o resto, a emoção, o sentimento encontram a perfeita harmonia na junção das duas metades. A tal, dicotomia perfeita.

“A vida é uma chávena de café” tem a capacidade de nos fazer reflectir sobre um tema que é profundo e que pertence a toda a gente. Porque todos procuramos a metade que nos completa e encontrar a parte que faz tudo funcionar na perfeição. No fundo, o nosso preenchimento que guiará à felicidade. Que pode ter as mais variadas formas e ser pouco convencional. É suficiente que apenas duas pessoas o sintam num mesmo sentido.

A fechar, dizer que gostei da nova palavra criada no livro ("Amoro-te") e sugeria uma nova para um próximo livro: "Adamo-te"."

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