domingo, maio 08, 2011

Brisa

Nem sempre o vento tem a mesma intensidade. Muitas vezes é um vendaval que temos dificuldade em travar ou um tornado que destrói sem pedir licença. Que se levanta sem explicação aparente, nos deixa sem reacção ou possível antecipação. Surpresa. Somos apanhados de surpresa.

Prefiro a brisa que sopra lenta e toca ao de leve a nossa face. Como as pontinhas dos dedos de alguém que percorre o nosso cabelo, os contornos do rosto e termina no peito. A brisa que nos faz fechar os olhos, na esperança de vermos o azul (ou verde) do futuro que nos aguarda.

Um vento suave, moderado, ameno, sem estragos, mas que consigo traga o que de bom precisamos encontrar.

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