sexta-feira, abril 13, 2012

o possível

«Se me comovesse os teus passos entre os outros, os que se perdem nas ruas, os que abandonam a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar os templos, iluminar as varandas, chegar tarde. Por isso não me procures, não me encontres, não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe.»

Francisco José Viegas

2 comentários:

Anónimo disse...

E o impossível? :)

Bruno Marques disse...

O impossível é óptimo quando se torna possível. Caso contrário é uma chatice. :)