quarta-feira, outubro 01, 2008

Vãos Sentimentos

Na última semana fui visitar um velho amigo. Foi bom revê-lo e ter consciência que tudo continua como dantes. Ou seja, parece que o imenso tempo que passamos sem nos vermos não contou. Acho que é desta forma que se vêem os verdadeiros amigos.

A propósito disso, fica aqui um poema escrito por ele num dos meus cadernos por altura de um desgosto na minha vida. É claro que na altura parecia-me algo de muito grave (sim, tinha a ver com uma rapariga) mas agora tenho a noção que estava a exagerar...

Vãos Sentimentos

Por que tem de ser morte esse calor
Que devia ser fonte desta vida?
Por que é a ilusão tão proibida?
Por que nos queima o fogo sem pudor?

Tudo o que imaginámos por Amor
Não passa desta fantasia querida
É morte pela Morte conseguida
É vida já vivida, sem vigor.

E quantos os divinos pensamentos!
E quantos os ditosos sentimentos!
Que vemos morrer nas nossas mãos...

Quando por este despertar cruel
O sonho, tal qual folha de papel
Foge por entre os elementos vãos!

17/04/99

3 comentários:

Jorge Rita disse...

Bruno...passaste ao lado de uma grande carreira! O Camilo em Seide e o Bruno em..(onde moras mesmo???)
Pareces outro que eu conheço(e tu conheces!)...mas esse acha-se um erudito da escrita e continua com os pés na Lua...

Bruno Marques disse...

Moro em Delães mas em breve será em Famalicão. Concretamente na freguesia de Antas...:)
Quanto ao outro, tens razão, precisa de ter os pés bem assentes na terra! :)
De qualquer forma, obrigado pelo elogio. :D

Anónimo disse...

eu tb moro em Antas...