Descobri

O vento sopra. O mundo pára, como se algo de grandioso fosse brotar da força de uma espada. O vento sopra e o mundo pára novamente. Fica só o silêncio das nuvens que correm, o momento do tempo que passa.
Choram as pedras sensíveis que tão marcante momento presenciam, ri o cavalo alcançando o seu dia de glória. Passa o vento tão veloz, sem sequer pedir licença, e deixa tudo para trás. As montanhas escutam todo este silêncio e permanecem inertes no seu canto sem interferirem.
O vento sopra e a vida continua…

Descobri este texto num caderno antigo da Universidade e refere-se a um exercício que fizemos para a cadeira de Técnicas de Expressão.

Comentários

Anónimo disse…
Ah Técnicas de Expressão... Podia ter sido a melhor cadeira do curso,não fosse um prof que a meu ver não estava à altura... Os exercícios eram giros o trabalho final engraçado, mas acho que ele nunca valorizou o aluno como individualidade. E irritava-me que ele tivesse "queridinhos".

Por isso é uma cadeira da qual não guardo fortes lembranças, nem tão pouco os fruto de exercícios como este que puseste aqui, uma passagem bonita e intemporal.

Eu não me esqueço de uma aula em que ele nos propôs um exercício destes e depois pediu voluntários para lerem em voz alta e de ele reagir a alguns com expressões faciais ou comentários trocistas...

Ainda bem que as tuas lembranças são as melhores. Eu sou uma rancorosa :D

Mas que andaste a fazer para mexer em material com seis anos? Limpezas ou mudanças? LOL
Bruno Marques disse…
LOL Nem limpezas nem mudanças. Procurava um texto escrito há alguns anos e acabei por encontrar isto.
Também não gostei muito da cadeira nem guardo recordações por aí além. E concordo com o facto do homem ter "queridinhos" e não valorizar os alunos E também não sou rancoroso...:)

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