sexta-feira, maio 08, 2009

Cortar o cabelo

Corto o cabelo num cabeleireiro unisexo, onde a maioria dos clientes são do sexo feminino. Ou seja, sou atendido por mulheres e espero pela minha vez entre mulheres. Esta situação de cortar o cabelo num sítio assim pode parecer muito panisgas, mas se pensarem bem é algo muito másculo.

Por exemplo, enquanto nos lavam a cabeça, fazem-nos uma massagem daquelas de fazer adormecer. Estão a imaginar uma massagem destas feita por um homem num tradicional barbeiro? Isso sim seria muito muito panisgas. Para além disso temos uma mulher a dedicar-nos a sua atenção e a empenhar-se numa relaxante massagem...

Depois podemos ter a certeza que os nossos cabelos estão nas mãos das pessoas certas, ou seja, quem percebe mais de cabelos do que as mulheres? E nunca corremos o risco de sair com um penteado à balde!

Eu sei que algumas pessoas que vão ler este post vão dizer que o meu corte de cabelo é ridículo, embora melhor do que o Paulo Bento, mas eu prefiro cortar o cabelo num cabeleireiro unisexo do que nos tradicionais barbeiros. Só com um contra: as conversas quase nunca são sobre mulheres ou futebol. São mais conversas de mulheres...

5 comentários:

Flávia disse...

Mas tu também gostas de conversas de mulheres. Apesar de saber que cada vez mais homens preferem ir a cabeleireiros porque usufruem de pequenos mimos e vistas mais agradáveis e provavelmente conseguem que o profissional materialize na perfeição o pedido de um corte mais actual, eu espero que os barbeiros nunca acabem.

Estes estabelecimentos são um universo incrivel, desde os objectos, aos clientes, passando pelos profissionais, têm uma identidade própria, como se fossem uma tribo à parte. E depois fazem parte do meu imaginário.

Quando era pequena eu e o meu irmão acompanhávamos um tio avô que tomava conta de nós enquanto os nossos pais trabalhavam e ele ía frequentemente a um barbeiro e aquele local era um mundo maravilhoso. Lembro-me da cordialidade do barbeiro no trato dos clientes, na deixa frequente de alguns deles: "o de sempre"; as navalhas, os potes da espuma, os pinceis, as toalhinhas pra limpar o rosto, as vassourinhas pra sacudir os cabelos dos ombros, a bata do barbeiro, etc. Muito fixe. Espero mesmo que não acabem, pois há um profissionalismo e excelência neles muito romântico, que parece ter saído de livros.

Bruno Marques disse...

Sem dúvida que os barbeiros são algo de mais romântico e que fazem parte da história. Não te querendo desanimar, penso ainda assim que têm tendência para desaparecer como tantas outras tradições que vão desaparecendo no nosso país. Espero estar enganado.

Isandes disse...

ouvir conversas de mulher não é 1 contra... pensa k assim tens 1 oportunidade incrível de entrar no "impenetrável universo feminino"... e é como diz o outro, "se não os podes vencer..." :) mas gastas + do k se fosses ao barbeiro, não?

Bruno Marques disse...

Gasto bem mais do que ir ao barbeiro! E realmente não me importo de "penetrar" no mundo feminino...

PontoGi disse...

Ahahahahahha. "penetrar"...
E nao acredito que as massagens apenas te facam adormecer.
kisses