quinta-feira, março 29, 2007

Coisas insignificantes

Acho que com a idade vamos ficando com os gostos mais refinados. Ou melhor, vamos dando valor a certas coisas que passavam ao lado na juventude. E há exemplos concretos.

Por exemplo, não dava grande valor a um bonito sorriso ou ao formato e cor dos olhos de alguém. Não reparava no quão bonita pode ser uma simples gargalhada de uma pessoa. Temos tendência para olhar ao aspecto físico, se é "boa" ou não. E agora, a conclusão é que existem uma enormidade de coisas insignificantes que nos distinguem e nos tornam belos.

Daí valorizar mais uma pessoa interessante, isto é, que tenha algo que a distinga das demais. Porque existem muitas raparigas bonitas, mas poucas com uns olhos de determinado formato e de determinado tom de castanho (outra vez a cor dos olhos!), por exemplo. Mas bonitas e com tudo no sítio, conhecem-se aos pontapés.

E é precisamente aí nessas coisas insignificantes que devemos procurar alguém com quem viver o resto dos nossos dias. Se gostarem dos pequenos pormenores e dos detalhes, certamente que vão gostar do todo, exterior e interiormente.

2 comentários:

Joana disse...

Insignificantes? Desculpa Bruno, mas não concordo! Realmente quando conhecemos alguém, o aspecto físico é o que inicialmente nos atrai. Mas o que nos faz REPARAR em alguém, ou nos leva até mesmo a apaixonar, são essas "insignificâncias"!
É só a minha humilde opinião, mas não achas que lhe devíamos chamar por outro nome??? Afinal, concordamos com a importância do que tu apelidaste de "insignificâncias"!

Bruno Marques disse...

Tinhas de não concordar! Apelidei de insignificâncias no sentido de que poucas pessoas as valorizam. Se preferires, podes chamar-lhe pormenores...